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    <title>Last posts on géopolitique</title>
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    <updated>2008-05-16T07:49:56+02:00</updated>
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            <name>Le Photon</name>
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        <title>C'était le 15 mai...</title>
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        <updated>2008-05-15T13:16:00+02:00</updated>
        <published>2008-05-15T13:16:00+02:00</published>
        <summary>  1891.  Le pape Léon XIII publie l'encyclique  Rerum novarum , qui jette les...</summary>
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           &lt;p&gt;1891.&lt;br /&gt; Le pape Léon XIII publie l'encyclique &lt;em&gt;Rerum novarum&lt;/em&gt;, qui jette les bases du christianisme social, mais condamne fermement la lutte des classes. Le texte déclare que &quot;l'homme doit prendre en patience sa condition&quot; et que &quot;le premier fondement à poser par tous ceux qui veulent sincèrement le bien du peuple, c'est l'inviolabilité de la propriété privée&quot;.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;1962.&lt;br /&gt; Au cours d'une conférence de presse, le général de Gaulle déclare que la &quot;seule Europe possible&quot; est celle qui affirmera sa volonté d'autonomie vis-à-vis des superpuissances. En désaccord avec cette déclaration, les ministres démocrates-chrétiens remettent leur démission.&lt;/p&gt; 
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            <name>Ratatosk</name>
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        <title>Reflexoes sobre a proclamaçao unilateral de independencia do Kosovo</title>
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        <updated>2008-05-15T00:25:00+02:00</updated>
        <published>2008-05-15T00:25:00+02:00</published>
        <summary>        &amp;nbsp;     Reflexões sobre a proclamação unilateral de independência...</summary>
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           &lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;img name=&quot;media-1013204&quot; src=&quot;http://euro-synergies.hautetfort.com/media/00/01/2106681741.jpg&quot; alt=&quot;1966499219.jpg&quot; style=&quot;margin: 0.7em 0px; border-width: 0px&quot; id=&quot;media-1013204&quot; /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Reflexões sobre a proclamação unilateral de independência do Kosovo&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt; A questão coloca-se: deve ou não ser reconhecida a independência do Kosovo? Noutros termos, podemos reconhecer o direito de uma população, dispondo de um parlamento infra-estatal, de proclamar a sua independência, se a maioria dos seus representantes são a favor disso?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Neste questionamento, há dois princípios que se cruzam:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 1) O direito dos povos a dispor de si, o direito de toda a identidade, assente em critérios objectivos e bases concretas (étnicas, linguísticas, históricas, etc. …), a dotar-se de um sistema de representação política próprio num quadro espacio-temporal determinado, seja no quadro de um Estado multiétnico (segundo o modelo helvético) ou num Estado que prevê um federalismo, mais ou menos assim entendido, segundo outros modelos, como o federalismo alemão ou o Estado de comunidades autónomas que é actualmente a Espanha. Este direito à autonomia dá o direito à infependencia? A questão pode permanecer aberta no quadro europeu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 2) O direito dos povos europeus a recusar toda a balcanização que enfraquece o continente no seu conjunto, gera no seu seio conflitos exploráveis por potências terceiras, geralmente estrangeiras ao território europeu (segundo a terminologia de Carl Schmitt: des «raumfremde Mächte»).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O primeiro destes princípios é um princípio de direito. O segundo é um princípio de geopolítica. A independência unilateral de independência do Kosovo suscita uma contradição: Opõe, mesmo porque foi declarada unilateralmente, o direito à geopolítica, enquanto que na Europa direito e geopolítica não deveriam opor-se mas antes formar, em concerto, uma unidade indissociável. O direito deve ajudar a consolidar o conjunto territorial, a barrar o caminho a toda a tentativa de deslocamento e não a sancionar práticas que desembocam no enfraquecimento ou desmantelamento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O direito à autonomia, mesmo o mais alargado, inclusive até à independência estatal, é inalienável na perspectiva anteriormente desenhada por Herder, defensor filosófico das identidades populares, no mundo germânico como nos Balcãs, onde contou, precisamente, com muitos discípulos. Contudo, este jogo dialéctico complexo entre a identidade local e particular, de uma parte, e, de outra parte, a necessidade de assegurar um quadro sólido onde todas estas identidades poderiam desenvolver-se em paz e harmonia, implica construir, todos juntos na Europa, um quadro comum tirado das experiências vividas, muitas vezes tragicamente, pelos povos da Europa ao longo dos séculos. Este quadro deveria ser o avatar contemporâneo de uma unidade inicial comum, que ganhou asas a partir de um território centro-europeu desde o final da pré-história, nas premissas da proto-história. O facto etno-histórico europeu difundiu-se a partir de um centro, principalmente alto-danubiense (território das culturas do Michelsberg, depois das civilizações de La Tène e de Hallstatt) que, seguindo as margens do grande rio, se propagou depois nos Balcãs (culturas de Lipinski-Vir, de Starcevo,etc.). Os Balcãs são nossos, se são o nosso Ergänzungsraum imediato, o nosso trampolim em direcção ao mediterrâneo oriental, o Egipto, a Anatólia, o Crescente Fértil.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Este direito à autonomia é, certamente, um direito, mas unicamente para aqueles que reconhecem plenamente a unidade primordial dos nossos povos antes da sua difusão para as vastas periferias. A albanidade, como a helenidade, a celticidade ou a italianidade, não fogem a esta regra. Reconhecemos, então, totalmente, o princípio de uma albanidade europeia, cujas fronteiras se dirigem para sul, em direcção ao mediterrâneo oriental e ao Egipto (Mehmet Ali era de origem albanesa). Mas o Kosovo, ao tornar-se muçulmano após a conquista otomana, deixa de ser essa albanidade capaz de se projectar em direcção a esse Sul e a esse Oriente para aumentar o espaço europeu. É a traição quando comparada com o espírito do grande herói Skanderbeg, capitão no Adriático no século XV, às portas do mediterrâneo oriental, contra os otomanos. Ao tornar-se otomana e muçulmana, a albanidade volta as suas forças contra o centro da Europa, faz-se ponta de lança de duas direcções geopolíticas estrangeiras e, portanto, inimigas da Europa: a direcção dos povos turco-mongóis (que parte da Mongólia em direcção à puszta húngara e ao Adriático) e a direcção dos povos hamito-semitas (que parte da península arábica em direcção a todos os azimutes).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Independente, o Kosovo tornar-se-á o terceiro Estado muçulmano nos Balcãs depois da Albânia e da Bósnia. Formará, com eles, uma avant-garde panturaniana (turco-mongól) e arabo-muçulmana (hamito-semita) no belo seio de uma região que foi sempre o trampolim da Europa em direcção à sua periferia leste-mediterrânica e egípcia. Uma Europa encerrada nesta mesma região dos Balcãs não teria mais real abertura sobre o mundo, estaria condenada à subjugação e à implosão. Lembremo-nos dos povos pré-helénicos que fizeram a glória da Grécia antiga: transitaram pelos Balcãs, incluindo os macedónios de Filipe e Alexandre. Lembremo-nos de Roma, que teve de controlar os Balcãs antes de passar à ofensiva na Ásia Menor e de se lançar sobre o Egipto. A Europa não pode tolerar corpos estrangeiros nesta região altamente estratégica. Todo o corpo estrangeiro, isto é, todo o corpo que entende pertencer a agregados que não respeitam as direcções geopolíticas tradicionais da Europa, impede o desenvolvimento actual e futuro do nosso continente. Nas lutas planetárias que se desenham nesta alvorada do século XXI, aceitar um tal enfraquecimento é imperdoável da parte dos nossos dirigentes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Nas querelas que animaram, no curso destes últimos anos, a pequena cena intelectual parisiense, certos polemistas argumentaram que há, ou havia, uma aliança implícita entre o germanismo centro-europeu e o otomanismo, depois entre o germanismo e os independentistas bósnios e albaneses, durante as duas grandes confrontações mundiais de 1914-1918 e 1939-1945. Este argumento ignora evidentemente a mudança dos dados. O maior pólo de potência, que se projectava nestas épocas, situava-se precisamente no centro do nosso continente, nas bacias fluviais paralelas do norte da Europa e na bacia do Danúbio, e arrastava o pólo otomano numa dinâmica dirigida ao sul, ao oceano Índico. No conflito balcânico dos anos 90 do século XX, o centro da Europa já não era de todo um pólo de potência, estava dividido (balcanisado!) e avassalado. A reactivação dos particularismos bósnios e albaneses não resultava já de um pólo de potência europeu à procura de se projectar em direcção à bacia oriental do mediterrâneo ou à mesopotâmia e ao oceano Índico, neutralizando positivamente, por uma política de mão estendida, algumas minorias muçulmanas. Esta nova reactivação, na última década do século XX, foi o resultado da aliança entre Wahabitas sauditas e puritanos do lado de lá do atlântico procurando, concertadamente, criar uma «dorsal islâmica» (segundo a terminologia dos geopolitólogos sérvios, entre os quais o nosso saudoso amigo Dragos Kalajic) cuja função geoestratégica deveria ser dupla: 1) bloquear o Danúbio à altura da capital da sérvia e 2) instalar sobre a linha Belgrado- Salónica um bloco territorial fora da soberania sérvia, porque esta linha é a via terrestre mais curta entre o centro danubiense da Europa e a bacia oriental do mediterrânico.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Um bloco territorial desta natureza, recebendo o apoio wahabita e americano, é inaceitável de um ponto de vista europeu, mesmo se a galeria de traidores, cretinos e cérebros de galinha que se dizem representantes da Europa em Bruxelas ou Estrasburgo, pretende o contrário. Esta galeria de idiotas raciocina dissociando o direito da geopolítica, enquanto que seria necessário pensá-los em fusão e em harmonia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Kosovo, que, para além desta posição central que ocupa na linha Belgrado-Salónica, é o antigo «Campo dos Melros», sítio da batalha sangrenta que opôs o exército medieval sérvio aos invasores otomanos. Sobre esse solo sacro, a aristocracia sérvia derramou todo o seu sangue para a salvaguarda da Europa. O «Campo dos Melros» tornou-se, portanto, pelo sacrifício desta cavalaria, um território sagrado, altamente simbólico, não somente para a sérvia e para os outros povos balcânicos em luta contra a barbárie otomana, mas também para os Húngaros, os soldados borgonheses e imperiais, que tentaram cruzadas infrutuosas para anular e impedir a vitória turca do Campo dos Melros. O esquecimento constitui uma outra falha cardinal e imperdoável: é dessacralizar a história, dessacralizar o político, privilegiar o processualismo e o presentismo nos raciocínios e actuações políticas e geopolíticas; é esquecer, num sentido e noutro, o longo prazo em benefício do imediato e do superficial. “Non possumus”: não incidiremos jamais em tais falhas!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Vários países europeus recusam reconhecer a independência do terceiro elo da «dorsal islâmica», como é o caso da Espanha, e os países maioritariamente ortodoxos como a Roménia e a Bulgária. Em França, na sacrossanta «República» apresentada como a parangona inultrapassável de todas as virtudes filosóficas, os dois novos defensores burlescos da política, o universalista mediomano Kouchner e o seu presidente, Sarkozy, denominado o «anão húngaro», apressaram-se a reconhecer desde logo, trompetes ruidosas e tambores retumbantes, a entidade wahabita-americanista que é o Kosovo. Perguntamo-nos como Voltaire ou Robespierre, devotas da Deusa Razão, conciliariam o seu laicismo com o preconceito dos wahabitas e dos seus aliados americanos. Mas o reconhecimento por Sarkozy e Kouchner do Kosovo é ao menos uma boa nova, porque interrogamo-nos sobre o que poderiam retorquir os dois larápios se amanhã uma enfiada de potências europeias ou outras adquirisse bruscamente a vontade de reconhecer uma república corsa, um novo ducado da Bretanha ou um novo Estado insular nas DOM-TOM ou, mais fácil ainda, o regresso à independência da Sabóia, que existe de jure. A independência da Sabóia poderia vir a ser, muito legalmente, a primeira alavanca para reanimar a existência política e estatal de Bresse (na província de Sabóia), da Lorena (grão-ducado imperial), do Franco-Condado, etc. Aos poucos, a velha Lotaríngia tomaria forma, ao longo do Ródano na Provença e no Delfinado, tornando actual o testamento de Carlos V (que nunca deveríamos ter esquecido, nem em Munique, nem em Viena, nem em Roma, nem em Madrid, nem em Bruxelas).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Rússia, pela sua parte, poderia, através de uma interpretação jurisprudencial da independência do Kosovo, obrigar a aceitação da independência de duas províncias georgianas: a Abecásia e a Ossétia do Sul, desmembrando de um só golpe o principal peão dos EUA e da NATO no Cáucaso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Qualquer que seja o resultado da independência kosovar na Europa, ele oferece-nos possibilidades de acção:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 1) Se ninguém a reconhece ou se fortes resistências se opõem ao seu pleno reconhecimento não haverá «dorsal islâmica» nem bloco territorial a obstruir a linha Belgrado-Salónica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 2) Se todos reconhecem o Kosovo independente surge um pretexto para desmembrar a França e reconstruir o flanco ocidental e romano do defunto Sacro Império, cuja restauração permitiria à Europa dotar-se de uma espinha dorsal político-espiritual. Esta restauração significaria simultaneamente a morte definitiva da ideologia republicana, esse malefício que atinge o cúmulo do ridículo com o binómio Sarközy-Kouchner. O único perigo de um reconhecimento geral do Estado kosovar seria dar pretexto aos muçulmanos de Ceuta e Melilla para reclamarem uma independência análoga, com o beneplácito dos mesmos padrinhos wahabitas e yankees. Razão pela qual a Espanha recusa reconhecer o novo Estado auto-proclamado (para além do caso basco).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Em qualquer dos casos, teremos ocasião de militar em defesa da nossa visão da Europa. De permanecer combatentes, Verdadeiros «zoon politikon». Vestais de um inelutável Grande Retorno da tradição imperial.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; 
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        <title>Perspectives géopolitiques de la Turquie à l'orée du XXIe siècle</title>
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        <updated>2008-05-14T05:27:05+02:00</updated>
        <published>2008-05-14T05:27:05+02:00</published>
        <summary>    Perspectives géopolitiques de la Turquie à l'orée du XXIe siècle...</summary>
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           &lt;div align=&quot;center&quot;&gt; &lt;div class=&quot;grand_titre_article&quot;&gt;Perspectives géopolitiques de la Turquie à l'orée du XXIe siècle&lt;/div&gt; &lt;a href=&quot;http://www.clio.fr/espace_culturel/aymeric_chauprade.asp&quot; class=&quot;conferencier_fiche_article&quot;&gt;Aymeric Chauprade&lt;/a&gt; &lt;div class=&quot;titulature_fiche_article&quot;&gt;Professeur de géopolitique au Collège Interarmées de Défense Directeur de la Revue française de géopolitique&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;br /&gt; &lt;div class=&quot;texte_article&quot;&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;Né au XIVe siècle, l'état ottoman connut une expansion initerrompue jusqu'au XVIIIe siècle qui vit le début de son déclin&amp;nbsp;achevé avec sa mise en pièces&amp;nbsp;après la première guerre mondiale. Nous avons demandé à&lt;/i&gt; Aymeric Chauprade, professeur de géopolitique au Collège Interrarmées de Défense et directeur de la Revue française de géopolitique, d'évoquer les métamorphoses de la Turquie contemporaine et d'analyser ses orientations géopolitiques en ce début du XXIe siècle.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;Puissance et déclin de l'Empire ottoman&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;C'est de la victoire d'un clan turc que naît, dès le XIVe siècle, au cœur de l'Asie Mineure, ce qui va devenir l'État ottoman, première construction politique durable réalisée par les nomades guerriers arrivés par vagues successives du centre du continent au cours des siècles précédents. Il accomplit dès lors une montée en puissance régulière qui le conduit, contre ses rivaux musulmans et contre un empire grec définitivement affaibli, à imposer sa loi à l'ancienne Anatolie avant d'entreprendre, au-delà des Détroits, la conquête des Balkans. Les victoires de la Maritza, de Kossovo et de Nicopolis s'enchaînent ensuite. Constantinople tombe et, au rythme des succès remportés, les sultans déplacent leur capitale de Brousse à Andrinople, puis vers la grande cité du Bosphore où ils succèdent au basileus byzantin. Ainsi lancée, l'expansion turque se poursuit au siècle suivant qui voit Sélim le Terrible s'emparer – après avoir vaincu les armées perses à Tchaldiran&amp;nbsp;– de Damas, de Bagdad, de Jérusalem, du Caire et des Lieux saints d'Arabie avant que son successeur, Soliman le Législateur – que nous appelons le Magnifique&amp;nbsp;–&amp;nbsp;ne pousse ses conquêtes jusque sous les murs de Vienne. Après que les Barbaresques algérois aient reconnu l'autorité du nouveau maître de l'Orient, c'est un empire formidable, étendu sur trois continents qui, deux siècles durant, va faire trembler l'Europe chrétienne. Celle-ci parviendra pourtant – à Malte, à Lépante, au Saint-Gothard et sous les murs de Vienne&amp;nbsp;– à conjurer à plusieurs reprises le danger. La puissance ottomane a cependant atteint ses limites et le XVIIIe&amp;nbsp;siècle voit se confirmer le reflux entamé en 1683 après l'échec du siège de Vienne. Autrichiens et Russes repoussent ainsi les Turcs des régions danubiennes et des rivages de la mer Noire alors que l'empire est en train de devenir «&amp;nbsp;l'homme malade&amp;nbsp;» dont les puissances européennes vont bientôt convoiter les dépouilles. Confronté aux revendications nationalitaires des peuples orthodoxes des Balkans, des Arméniens ou des Arabes, l'empire, incapable de se réformer et de relever le défi de la modernisation, n'est bientôt plus que le jouet des grands États contemporains et seules leurs rivalités lui garantissent une survie des plus précaires. Le formidable traumatisme de la guerre de 1914-1918 a finalement raison de lui et c'est à une véritable mise en pièces que le promettent ses vainqueurs. C'est chose faite, avec la complicité du fantôme d'État ottoman qui demeure, lors de la signature, à l'été de 1920, du traité de Sèvres.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;La Turquie de Mustapha Kemal, laïque, moderniste…&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Privée de ses immenses territoires arabes, amputée d'une Grande Arménie occupant tout l'est du plateau anatolien, contrainte d'accepter la formation d'un Kurdistan autonome, d'abandonner à la Grèce une partie de la côte ionienne, à la France une partie du sud-est de l'Asie Mineure, à l'Italie une zone d'influence dans l'arrière-pays du golfe d'Antalya, à l'Angleterre, enfin, le contrôle de fait des Détroits, la Turquie n'est plus que l'ombre d'elle-même mais c'est ce désastre qui va engendrer un sursaut d'ampleur comparable. Auréolé du prestige que lui vaut la réputation acquise au cours du conflit mondial, Mustapha Kemal prend la tête d'un mouvement de résistance qui entend rejeter les tutelles étrangères et balayer un État ottoman devenu impotent, rendu responsable de l'abaissement du pays. Trois ans d'une guerre féroce permettent au jeune nationalisme turc d'inverser le cours des événements. L'Asie Mineure est reconquise, le sultan est contraint à l'abdication et à l'exil et les puissances étrangères doivent renoncer au traité de Sèvres pour conclure, en&amp;nbsp;1923, celui de Lausanne qui rend à la Turquie son indépendance et sa dignité. Mustapha Kemal, qui a gagné alors son titre de «&amp;nbsp;Père des Turcs&amp;nbsp;», entend cependant en finir avec le poids de l'héritage islamique, qu'il considère comme la cause principale de la déchéance de son peuple. Le califat est aboli et, sous la poigne de fer du nouveau maître du pays, un code civil inspiré des modèles européens remplace la loi coranique, pendant que le calendrier grégorien se substitue au calendrier lunaire musulman. Les femmes turques, devenues électrices, sont contraintes de se dévoiler et les hommes de s'habiller et de se coiffer à l'occidentale. L'alphabet latin est adopté et la réalisation d'un vaste programme d'instruction publique est engagée, en même temps que le nouveau régime met en œuvre un plan de développement économique volontariste, inspiré des expériences soviétiques. Cette volonté de laïcisation et de modernisation, qui fera du kémalisme turc un modèle pour le nationalisme iranien ou arabe, va de pair avec une perception nouvelle de la vocation géopolitique de la Turquie.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;… tournée vers l'Asie centrale…&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Au moment où elle abandonne le modèle d'un empire dynastique musulman et multinational intégrant des communautés ethniques et religieuses diverses, réunies autour d'un pouvoir qui n'hésitait pas à faire appel – pour la formation et le fonctionnement de son appareil d'État – à des minorités balkaniques ou caucasiennes, elle se tourne vers le modèle de l'État national centralisé et jacobin tel qu'il s'est constitué progressivement dans l'Europe contemporaine, notamment en France. Oubliée au profit de l'idée dynastique ottomane, l'idée turque redevient la matrice de la nation nouvelle imaginée par Mustapha Kemal, une idée qui, au nom de la nécessaire unité, exclut les minorités massacrées (les Arméniens), expulsées (les Grecs) ou sauvagement réprimées (les Kurdes). Le rejet de l'islam et l'hostilité aux Arabes qui ont rallié les ennemis de l'empire à la faveur de la première guerre mondiale conduisent également les nouveaux dirigeants turcs à repenser ce que doit être l'espace naturel de la nation nouvelle née sur ses ruines. Leader des Jeunes Turcs, Enver Pacha imaginait déjà, à la faveur de l'effondrement attendu de l'Empire russe, de tourner vers l'Asie centrale turcophone, perçue comme le foyer d'origine des Turcs, les ambitions d'un État ottoman régénéré, débarrassé du boulet que constituait sa composante arabe, et c'est en luttant contre l'armée Rouge qu'il meurt en 1922 devant Boukhara. Après lui, Mustapha Kemal est trop réaliste pour entraîner la Turquie nouvelle dans de telles aventures, au moment où, dans l'ancien «&amp;nbsp;Turkestan russe&amp;nbsp;», la toute jeune Union soviétique s'inscrit dans la continuité de la politique tsariste. Il n'en songe pas moins cependant à tourner ses regards vers cet «&amp;nbsp;empire des steppes&amp;nbsp;» d'où avaient surgi, plusieurs siècles durant, les vagues conquérantes venues de l'est. Le «&amp;nbsp;Père des Turcs&amp;nbsp;» ira même jusqu'à prononcer sur ce point des paroles qui peuvent apparaître comme la proclamation d'un programme : «&amp;nbsp;[…] Un jour le monde verra avec stupeur s'éveiller et se mettre en marche cet empire invisible qui gît, encore ensommeillé, dans les flancs de l'Asie..&amp;nbsp;» Le rapport des forces qui prévaut tout au long des décennies suivantes éloigne pour longtemps de telles perspectives.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;…mais atlantiste par prudence…&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;La toute jeune nation turque, née de la volonté prométhéenne de son fondateur, doit d'abord se construire et se consacrer à sa modernisation, en même temps qu'elle s'en tient à une prudente neutralité dans les drames qui affectent l'Europe et le monde durant les années terribles du second conflit mondial. La guerre froide, qui suit immédiatement celui-ci, voit les États-Unis se poser en protecteurs de l'Iran et de la Turquie contre les ambitions staliniennes et l'État kémaliste rallie tout naturellement l'Alliance atlantique pour continuer à jouer, au sud-est de l'Europe, le rôle de verrou qui était déjà le sien quand l'Angleterre, alors toute-puissante, la protégeait des convoitises des tsars. Une nouvelle donne s'impose au tournant des années 1990, quand survient le bouleversement géopolitique majeur que constitue la fin de l'URSS.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Le réveil de la Turquie&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Confinée jusque-là dans son rôle de verrou régional intégré au système atlantiste, la Turquie voit ses horizons s'élargir en même temps que sa croissance démographique en fait un pays doté d'une population nombreuse et jeune aux portes d'une Europe engagée depuis les années 1970 dans un processus inquiétant de vieillissement. Placée à la charnière de trois mondes (l'Europe, le Proche-Orient arabe et iranien, le Caucase et l'Asie centrale ex-soviétiques), elle entend renouer des liens privilégiés avec les peuples frères du «&amp;nbsp;Turkestan&amp;nbsp;», retrouver dans les Balkans une influence perdue lors des guerres de libération nationale mais de nouveau présente à la faveur de la tragédie yougoslave, peser de tout son poids sur ses voisins du Proche-Orient arabe riche en pétrole et, enfin, rejoindre une Europe qui peut être la garante d'une accélération du développement économique. Partie prenante du monde musulman à travers sa présence au sein de l'Organisation de la Conférence islamique, le pays qui fut pendant quatre siècles le siège du califat sunnite n'a pas échappé au vaste mouvement de réveil religieux qui affecte depuis vingt-cinq ans l'ensemble des «&amp;nbsp;nations du Prophète&amp;nbsp;»&amp;nbsp;; il est paradoxal de constater que la Turquie kémaliste, modèle d'une laïcisation ouvertement hostile à la tradition islamique, a vu ces dernières années le parti islamiste de la Prospérité, puis celui de la Justice et du Développement additionner les victoires électorales. Les tentatives de l'armée, gardienne intransigeante de l'héritage kémaliste, n'ont pu enrayer ce mouvement de fond de la société turque d'aujourd'hui. De plus le caractère «&amp;nbsp;modéré&amp;nbsp;» prêté à l'islam turc –&amp;nbsp;issu effectivement d'un sunnisme hanéfite qui n'a guère à voir avec le salafisme ou le wahhabisme&amp;nbsp;– ne retire rien au fait que le kémalisme semble à beaucoup d'égards avoir vécu, au moment où le nouvel environnement géopolitique ranime d'évidentes nostalgies «&amp;nbsp;ottomanes&amp;nbsp;».&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Des relations tendues avec l'espace arabe&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;La Turquie se souvient de l'hégémonie de quatre siècles qu'elle a exercée sur le Proche-Orient arabe, avec lequel elle entretient des relations tendues, les Arabes n'ayant pas oublié de leur côté, que le processus avorté d'émancipation qu'ils ont engagé à la faveur de la première guerre mondiale s'est d'abord déterminé contre la persistance de la «&amp;nbsp;nuit ottomane&amp;nbsp;». La question des eaux de l'Euphrate, l'irrédentisme relatif à la région d'Alexandrette –&amp;nbsp;scandaleusement abandonnée en 1939 au gouvernement d'Ankara par la puissance mandataire française à l'occasion de ce que certains considèrent comme un «&amp;nbsp;Munich oriental&amp;nbsp;»&amp;nbsp;– et l'alliance conclue avec Israël en 1996 ne peuvent qu'inspirer la méfiance au voisin syrien. Les relations avec l'Irak, quel que soit le régime établi dans ce pays, demeurent pour leur part déterminées par la renonciation à Mossoul que la puissance mandataire britannique imposa à la Turquie en 1925. La question du Kurdistan irakien et de son éventuelle autonomie constitue une autre pomme de discorde et l'on se souvient de l'unanimité irakienne immédiatement reconstituée pour rejeter, après l'invasion américaine du printemps 2003, toute intervention à Bagdad d'un contingent turc chargé de «&amp;nbsp;missions humanitaires&amp;nbsp;», au moment où un grand quotidien d'Ankara faisait son titre sur ce «&amp;nbsp;retour&amp;nbsp;», effectué plus de trois quarts de siècle après l'expulsion de la puissance turque de l'espace arabe. La présence d'une minorité turque (les Turcomans) dans la région de Mossoul et les discussions relatives à son poids démographique (300&amp;nbsp;000 âmes pour les Irakiens, un million pour Ankara) en disent également long sur les arrière-pensées turques quant à l'avenir d'un Irak dont la viabilité et l'unité paraissent menacées à terme par l'intervention américaine. La maîtrise du cours supérieur du Tigre et, surtout, de celui de l'Euphrate représente par ailleurs pour la Turquie un atout non négligeable, qu'elle oppose à celui que représente le pétrole pour ses voisins arabes. Les grands projets d'aménagement hydraulique de l'Est anatolien prévoient de réduire de moitié le volume des eaux de l'Euphrate parvenant en Syrie et –&amp;nbsp;les Syriens développant eux-mêmes des projets analogues&amp;nbsp;– un sixième seulement de la ressource hydrique fournie à l'origine par le fleuve parviendra encore en Irak&amp;nbsp;; ce dernier mieux loti pour ce qui concerne le Tigre, qui a les quatre cinquièmes de son cours sur son territoire et qui reçoit de sa rive gauche de puissants affluents.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;La question kurde&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;La question kurde demeure un enjeu majeur pour Ankara dans la mesure où les dirigeants issus de la tradition kémaliste perçoivent toute affirmation identitaire non turque comme une menace mortelle pour l'unité du pays. Le souvenir du démembrement programmé auquel a échappé le pays à l'issue de la première guerre mondiale pèse évidemment de tout son poids dans la représentation que se font les Turcs de leur propre identité nationale, forcément exclusive et liée à un imaginaire territorial qu'il est inadmissible de voir remis en question. Les autres minorités qui peuplaient l'espace de la Turquie nouvelle ayant été éliminées ou chassées, seuls les Kurdes ont continué, à l'abri des régions montagneuses du Sud-Est anatolien, et malgré les vagues de répression sanglantes dont ils ont été les victimes, à lutter pour la préservation de leur langue et de leur culture, qui sont demeurées frappées d'interdit durant des décennies. Le fait que les 25&amp;nbsp;millions de Kurdes se répartissent entre les territoires de trois États de la région (quatre si l'on ajoute la minorité kurde de Syrie) ne fait que compliquer la donne pour les Turcs puisque près des deux tiers des Kurdes se trouvent à l'intérieur de leurs frontières où ils constituent environ 20&amp;nbsp;% de la population du pays. L'autonomie de fait acquise par le Kurdistan irakien depuis 1991 et le rôle majeur que les Kurdes, meilleurs alliés des Américains dans la région au moment de l'invasion de 2003, semblent appelés à jouer au sein du nouvel État irakien, tout comme leurs intentions à peine dissimulées d'accéder de droit à une très large autonomie, voire à l'indépendance, ne peuvent qu'être insupportables aux Turcs. Ils sont en effet convaincus qu'une telle évolution ne peut qu'entraîner un effet de contagion dans leur propre Kurdistan, à un moment où les conditions qui avaient permis la coopération des divers pays concernés contre l'irrédentisme kurde (pacte de Saadabad dans les années 1930, accords d'Alger irano-irakiens de 1975, solidarité stratégique entre Téhéran et Ankara à l'époque du dernier chah d'Iran) ne sont plus réunies. L'avenir du Kurdistan irakien peut également constituer un sujet de discorde avec l'allié américain, tout comme avec une Union européenne à laquelle la Turquie est candidate mais qui lui reproche la politique de répression menée contre cette minorité. À l'inverse, la question kurde, relancée par les événements survenus en Irak, a rapproché les adversaires syrien et turc, tous deux inquiets d'une remise en cause de l'unité irakienne susceptible d'encourager les revendications kurdes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Sur les ruines de l'Asie centrale soviétique&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Longtemps confronté à la puissance russe sur ses frontières caucasiennes, l'Empire ottoman accueillit, au milieu du XIXe&amp;nbsp;siècle, les Tcherkesses et autres Circassiens qui refusaient la tutelle des tsars sur le Caucase du nord-ouest. C'est contre les sultans de Constantinople et contre la Perse des Qadjars que s'effectue alors l'expansion russe dans la région, sur laquelle Lénine et Staline établissent la mainmise soviétique au cours des années qui suivent la révolution d'Octobre, même si le traité de Kars de 1921 a abandonné à la Turquie kémaliste –&amp;nbsp;que les nouveaux maîtres du Kremlin espèrent intégrer à leur jeu anti-impérialiste&amp;nbsp;– quelques territoires géorgiens. L'effondrement de l'URSS et l'éclatement du Caucase qui suit (guerre arméno-azérie, conflits internes à la Géorgie confrontée aux sécessions abkhaze et adjare) ont ouvert à la Turquie de l'après-guerre froide de nouvelles possibilités d'intervention dans ces régions&amp;nbsp;: soutien à l'Azerbaïdjan contre l'Arménie, soutien temporaire au sécessionisme adjar, intervention enfin en Géorgie après le renversement de Chevarnadze et le virage pro-occidental de Sakachvili, les Turcs jouant ici le rôle de suiveurs des Américains pour la formation de l'armée géorgienne ou l'aménagement d'un nouvel aéroport à Tbilissi… Le refus de la reconnaissance du génocide arménien de 1915 et des nettoyages ethniques ultérieurs entretient naturellement l'antagonisme avec le gouvernement d'Erevan, logiquement inscrit dans l'axe nord-sud Moscou-Erevan-Téhéran, auquel s'oppose, dans le sens est-ouest, celui unissant, sous l'égide américaine, Ankara, Tbilissi et Bakou –&amp;nbsp;Tachkent semblant s'en être détaché depuis la répression des émeutes d'Andijan, mal perçue en Occident). L'ouverture de l'oléoduc Bakou-Tbilissi-Ceyhan (sur la côte méditerranéenne de la Turquie) qui permet d'exporter le pétrole de la Caspienne en évitant le territoire russe et le transit par la mer Noire est venue donner une dimension nouvelle à cette lutte pour le Caucase dans laquelle la Turquie apparaît comme l'un des principaux acteurs, ne serait-ce que par le soutien qu'elle apporte aux dissidences musulmanes susceptibles de fragiliser –&amp;nbsp;en Tchetchénie, au Daghestan, en Ossétie ou en Kabardino-Balkarie, voire au-delà&amp;nbsp;– la Fédération de Russie. Perçue comme le berceau originel du peuple turc, l'Asie centrale, celle qui est issue de l'ancien Turkestan russe, ouvre également au gouvernement d'Ankara de vastes perspectives de développement de son influence, en des régions où l'arrivée des premiers Turcs venus des steppes mongoles et la fusion qui s'y est opérée avec les populations déjà établies sur place ont donné naissance aux Ouïghours puis aux Turcs proprement dits. L'idéologie pantouranienne d'un Enver Pacha a réuni dans un même ensemble, largement reconstruit par un imaginaire ethnique assez approximatif, des groupes humains et des parcours historiques très divers mais la Turquie d'aujourd'hui entend bien jouer de cette communauté supposée pour affirmer ses ambitions sur les ruines de l'Asie centrale soviétique&amp;nbsp;; c'est dans ce sens qu'il convient d'interpréter les propos tenus voilà quelques années par le président Suleiman Demirel, qui plaçait l'aire d'influence naturelle de son pays «&amp;nbsp;des côtes de l'Adriatique au lac Balkach&amp;nbsp;».&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Le Kazakhstan conserve pourtant une posture globalement prorusse, ainsi que le Tadjikistan persophone, soucieux d'échapper à la contagion islamiste en provenance de son voisin afghan. Les Turcs rencontrent en revanche des interlocuteurs bien disposés à leur égard au Turkménistan (avec toutes les incertitudes qu'engendre un régime aussi dictatorial qu'ubuesque), au Kirghizistan et en Ouzbékistan où les événements récents ont cependant donné à réfléchir à Ismaël Karimov à propos de l'alliance de fait conclue avec les États-Unis à la faveur de la guerre menée en 2001 contre l'Afghanistan des talibans.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Plus à l'est, l'activisme turc se manifeste à travers le soutien apporté à la minorité ouïghoure, turcophone et musulmane, qui occupe une partie du Sin-Kiang chinois.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Le retour de la Turquie dans les Balkans, de la crise yougoslave à celle de la Chypre&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;La décomposition de l'ensemble yougoslave et, plus particulièrement, les crises de Bosnie et du Kossovo ont également fourni l'occasion aux Turcs, dans le cadre international, d'un retour dans les Balkans largement salué par la presse d'Ankara. Présents en Bosnie, les Turcs n'ont pas manqué de soutenir les Albanais musulmans du Kossovo lors de la crise qui, avec le soutien américain, les a opposés à la Serbie en 1999. Un soutien qui s'inscrit également dans la collusion entre les maffias de la drogue turque et albanaise, la fin du régime archéostalinien d'Enver Hojda à Tirana ayant naturellement conduit au rétablissement des liens qui unissaient étroitement l'Albanie à l'État ottoman jusqu'à la veille de la première guerre mondiale. Les problèmes posés par les minorités turques établies en Grèce et en Bulgarie fournissent également à Ankara le prétexte de pressions sur les gouvernements d'Athènes et de Sofia. Dans le même temps, un lourd contentieux demeure avec le premier à propos des querelles de souveraineté sur les eaux de la mer Égée ainsi qu'à propos de l'île de Chypre, dont la partie septentrionale a été envahie par les troupes turques en 1974 et où a été proclamée unilatéralement une république turque du nord de Chypre dont l'acte de naissance a consisté en un vaste nettoyage ethnique des populations grecques établies dans ces régions. Le face-à-face helléno-turc a évolué récemment de manière paradoxale, la Grèce considérant que l'adhésion à l'Union européenne de son inquiétant voisin pourrait permettre de tempérer ses ambitions et de limiter son agressivité, ce qui constitue pour Ankara un beau succès d'intimidation.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;La Turquie, pièce centrale du nouveau Great Game américano-russe&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Ouverte sur plusieurs directions du fait de sa position à la charnière de trois mondes, la Turquie est ainsi en mesure, à la faveur du chaos proche-oriental, des dispersions postsoviétiques et des incertitudes balkaniques, de développer son influence à ses diverses périphéries. Elle bénéficie de plus d'un soutien sans faille de son allié traditionnel américain, qui a parrainé l'alliance israëlo-turque de 1996 et multiplie les pressions sur les États européens pour lever les réticences qu'ils formulent quant à l'adhésion turque à l'UE. Dans cette perspective, le raidissement intervenu lors du refus des dirigeants turcs de participer –&amp;nbsp;ne serait-ce qu'en mettant leur territoire à la disposition de la logistique américaine&amp;nbsp;– à l'attaque lancée contre l'Irak en 2003 a été rapidement oublié car Washington ne peut se permettre une brouille prolongée avec ce que Zbigniew Brzezinski qualifiait en 1997, dans son &lt;i&gt;Grand Échiquier&lt;/i&gt;, de «&amp;nbsp;pivot stratégique de l'Eurasie&amp;nbsp;». Établie dans la position de Rimland analysée jadis par Spykman, la Turquie a pour fonction, dans la vision géopolitique qui est aujourd'hui celle des dirigeants de Washington, d'assurer le &lt;i&gt;roll back&lt;/i&gt; de la puissance russe et d'empêcher quinze ans après l'effondrement soviétique la reconstitution d'un espace continental disposant d'une capacité de puissance autonome. Les révolutions de couleurs diverses fomentées en Géorgie, en Ukraine et au Kirghizistan (demain peut-être en Biélorussie et en Moldavie) s'inscrivent dans la même stratégie globale, celle d'un nouveau «&amp;nbsp;&lt;i&gt;Great Game&lt;/i&gt;&amp;nbsp;» –&amp;nbsp;américano-russe celui-là et non plus anglo-russe comme au temps de Kipling&amp;nbsp;– dont l'enjeu final demeure la domination de l'Ancien Monde.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Dans cette stratégie, le carrefour turc additionne les fonctions de verrou antirusse et antiarabe en même temps que son adhésion à l'UE, ardemment souhaitée par Washington et Londres, condamne toute émergence d'une Europe comme puissance autonome et garantit l'«&amp;nbsp;otanisation&amp;nbsp;» de tout projet de défense européen.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;La question de l'adhésion à l'Union européenne…&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;On mesure ainsi l'importance que revêt la question de l'adhésion de la Turquie à l'Union européenne, admise en général par les classes politiques institutionnelles des différents États mais rejetée par la majeure partie des opinions publiques. Outre l'argument proprement géographique (la Turquie n'a que 3&amp;nbsp;% de son territoire en Europe et on ne peut guère concevoir celle-ci hors d'un imaginaire territorial commun faisant consensus entre les différents peuples fondateurs), il est possible d'opposer à un tel projet les risques géopolitiques considérables que pourrait faire courir à l'Union le report de ses frontières au contact de certaines des principales poudrières du globe –&amp;nbsp;Proche-Orient arabe et iranien, régions caucasiennes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Bénéficiant d'un dynamisme démographique et d'une pyramide des âges jeune, la Turquie apparaît étrangère à une Europe vieillissante et l'argument d'un apport démographique positif voire indispensable à l'Europe ne fait que masquer l'acceptation tacite d'une substitution de population qui ne semble pas avoir la faveur des citoyens-électeurs européens. La perspective d'une Turquie dotée de la plus importante population de l'Union à l'échéance de moins d'une génération peut également donner à réfléchir si l'on considère le poids politique qui serait alors mécaniquement le sien dans ladite union…&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Avec un revenu moyen par habitant égal à 15&amp;nbsp;% de celui des Européens avant l'élargissement à 25, on mesure également le fardeau que pourrait représenter la mise à niveau d'une économie turque cumulant de nombreux retards structurels et le précédent est-allemand n'est de ce point de vue guère encourageant. D'autant que l'intégration des dix pays de la nouvelle Europe ralliés en 2004 demandera sans doute des efforts et du temps, à un moment où les opinions publiques semblent, quand elles peuvent directement s'exprimer, acquises à un euroscepticisme grandissant… La Turquie a certes connu, sous la poigne de fer de Mustapha Kemal, une révolution laïque mais la dernière décennie, qui a vu les victoires électorales des partis islamistes, en a montré les limites et il est clair que les ambitions géopolitiques d'Ankara en direction du sud et de l'est ne peuvent que la conduire à maintenir et à affirmer son identité musulmane.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;… et celle des limites de l'Europe&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;L'argument consistant à dénoncer un hypothétique projet visant à confondre identités chrétienne et européenne n'est guère convaincant dans la mesure où personne ne peut contester que l'identité européenne, qui doit évidemment beaucoup à l'héritage chrétien et quasiment rien au passé musulman, puise aussi à des sources antiques antérieures au christianisme et, pour une part également, à l'héritage des Lumières qui lui est postérieur, le tout constituant un parcours historique et civilisationnel largement étranger à une identité turque qui trouve ailleurs ses racines nationales, historiques et religieuses.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;L'argument selon lequel l'intégration européenne de la Turquie serait un moyen d'empêcher le «&amp;nbsp;choc des civilisations&amp;nbsp;» prophétisé par Samuel Huntington et plus ou moins programmé par les néoconservateurs américains ne vaut guère mieux dans la mesure où une telle évolution placerait les Arabes en position d'exclus, des Arabes qui voient davantage dans les Turcs leurs anciens oppresseurs et les alliés d'Israël et des États-Unis que des coreligionnaires musulmans. De quel droit refuser par ailleurs aux Marocains, aux Tunisiens ou aux Libanais le brevet d'européanité qui serait accordé aux Turcs ?&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Il faut enfin constater, comme le fait récemment Yves Lacoste dans la dernière livraison de sa revue &lt;i&gt;Hérodote&lt;/i&gt; consacrée aux limites de l'Europe, ce qu'aurait alors d'irréel l'absence dans l'ensemble «&amp;nbsp;européen&amp;nbsp;» de la Russie ou de l'Ukraine… Paradoxalement, la «&amp;nbsp;cure de démocratie&amp;nbsp;» nécessaire à la Turquie pour être admise dans l'Union implique le recul de l'influence de l'armée, ce qui ne peut que favoriser les progrès des courants islamistes contre lesquels les militaires se voulaient les gardiens intransigeants de la laïcité et de la modernisation kémalistes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Souhaité par les milieux d'affaires et une petite élite occidentalisée, le ralliement à l'Union doit compter avec les réticences d'une opinion farouchement nationaliste, qui n'envisage de s'y résoudre qu'en raison de l'aide économique massive qu'elle en attend.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#A01420&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Un partenariat privilégié est-il possible&amp;nbsp;?&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;À l'inverse, l'hypothèse –&amp;nbsp;entre adhésion irresponsable et rejet total&amp;nbsp;– d'un partenariat privilégié, manifestement plus réaliste et intégré à une grande politique méditerranéenne et arabe conduite par une Europe dotée d'une véritable autonomie, apparaît en revanche un cadre bien préférable pour faire progresser la stabilité et la paix dans les poudrières que l'on sait. Elle semble mieux à même de contribuer au développement et à la prospérité d'un monde méditerranéen oriental que le naufrage de l'Empire ottoman et son pitoyable accompagnement par les vainqueurs de la première guerre mondiale ont fait entrer pour un siècle dans un cycle infernal de sujétion et de violences.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;La «&amp;nbsp;question turque&amp;nbsp;» promet donc de rester ouverte pour longtemps, d'autant qu'elle est largement instrumentalisée par l'hyperpuissance états-unienne pour contenir les éventuels compétiteurs susceptibles de remettre en cause l'hégémonie mondiale de Washington, la Russie bien sûr mais, au-delà, une Europe qui, redevenue elle-même après le naufrage accompli lors de la première moitié du XXe&amp;nbsp;siècle, retrouverait son espace continental naturel en même temps qu'une identité historique et une volonté d'autonomie et de puissance lui permettant de remettre en question l'hégémonie universelle de «&amp;nbsp;l'Empire bienveillant&amp;nbsp;»...&lt;/p&gt; &lt;/div&gt; &lt;br /&gt; &lt;div&gt;Aymeric Chauprade&lt;/div&gt; Avril&amp;nbsp;2005&lt;br /&gt; Copyright Clio 2008 - Tous droits réservés&lt;br /&gt; &amp;nbsp; 
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        <author>
            <name>Chevaucher la Matrice</name>
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        <title>Europe, Chine, Tibet: les enjeux géopolitiques</title>
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        <updated>2008-05-04T18:30:00+02:00</updated>
        <published>2008-05-04T18:30:00+02:00</published>
        <summary>    Par Jean-Sylvestre MONGRENIER, chercheur associé à l’  Institut Thomas...</summary>
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           &lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;i&gt;Par Jean-Sylvestre MONGRENIER, chercheur associé à l’&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://institut-thomas-more.org/&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Institut Thomas More&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; et chercheur à l'Institut Français de Géopolitique (Université Paris VIII Vincennes-Saint-Denis). Article publié en partenariat avec le portail d'information &quot;Fenêtre sur l'Europe&quot;.&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm&quot; align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://cercle-bourgogne.hautetfort.com/media/00/00/1681967966.jpg&quot; id=&quot;media-999463&quot; alt=&quot;1681967966.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0pt; margin: 0.2em 1.4em 0.7em 0pt; float: left&quot; name=&quot;media-999463&quot; /&gt;Tant sur le plan politique que moral et spirituel, la cause tibétaine suscite de curieuses réactions dans des segments, il est vrai limités, des opinions publiques (et de ceux qui la font). On n’insistera pas sur la dimension commerciale des relations avec la Chine, de fait importante, si ce n’est pour rappeler que les interdépendances économiques sont réciproques. Les menaces de boycott des produits européens pourraient provoquer en retour des campagnes de « China Bashing ». Prudence donc. Par ailleurs, on ne se désolera pas de voir remise en cause une vision douceâtre et mièvre du bouddhisme. Plus que le « non désir de violence » (Ahimsa), ce sont les concepts de « vacuité » (Sûnyatâ), de « compassion » (Karuna), et d’« extinction » des passions (Nirvâna) qui sont au cœur de cette tradition originelle. Ainsi la pratique requiert-elle une forme de virilité spirituelle, avec des prolongements au quotidien ; il arrive qu’un occupant subisse les rigueurs de cette « voie du Milieu » (Mâdhyamika). L’accusation de « racisme » est plus surprenante. L’histoire millénaire de la Chine est celle d’un mouvement géopolitique d’expansion de l’ethnie Han, du nord vers le sud, puis vers l’ouest et le sud-ouest ; les peuples résistant à ce mouvement tomberaient donc sous le coup de législations anti-discriminations. Grands dieux ! Quant à l’argument « modernisateur », simple reproduction de la logomachie maoïste, il relève du négationnisme. Reste que la question du Tibet et l’attitude de Pékin à l’encontre des « nationalités minoritaires », recèlent d’importants enjeux géopolitiques. L’Europe ne peut s’en désintéresser.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin-bottom: 0cm&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://cercle-bourgogne.hautetfort.com/media/00/02/722629508.pdf&quot; title=&quot;media-999458&quot; id=&quot;media-999458&quot; name=&quot;media-999458&quot;&gt;Télécharger l'article&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; 
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            <name>Ivan</name>
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        <title>Conférence de Pierre VIAL « LA RUSSIE, PAYS EUROPEEN »</title>
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        <updated>2008-05-04T16:30:00+02:00</updated>
        <published>2008-05-04T16:30:00+02:00</published>
        <summary>      Samedi 24 mai à 14 h, entrée gratuite        Au CENTRE CULTUREL...</summary>
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           &lt;p&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-size: 14pt&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#FF0000&quot;&gt;&lt;img name=&quot;media-999309&quot; src=&quot;http://leschevaliersnoirs.hautetfort.com/media/02/00/501057011.jpg&quot; alt=&quot;501057011.jpg&quot; style=&quot;float: left; margin: 0.2em 1.4em 0.7em 0px; border-width: 0px&quot; id=&quot;media-999309&quot; /&gt;Samedi 24 mai à 14 h, entrée gratuite&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;font size=&quot;4&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-size: 14pt&quot;&gt;Au CENTRE CULTUREL RUSSE&amp;nbsp; &lt;em&gt;61 rue Boissiere&amp;nbsp; 75016&amp;nbsp; Paris&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 12pt&quot;&gt;A l’heure où, avec l’installation du Président &lt;strong&gt;Medvedev&lt;/strong&gt; et du Premier ministre &lt;strong&gt;Poutine&lt;/strong&gt;, la &lt;strong&gt;Russie&lt;/strong&gt; est plus jamais l’objet d’une désinformation systématique de la part des media occidentaux, il importe d’avoir une vue claire et objective sur le destin européen de la &lt;strong&gt;Russie&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold; font-size: 12pt&quot;&gt;En partant des origines historiques de la Russie pour replacer ce pays dans le devenir d’une Europe à laquelle il appartient pleinement, Pierre Vial montrera quels sont les enjeux géopolitiques qui font de la Russie une pièce maîtresse sur l’échiquier mondial.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; 
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            <name>CSAE</name>
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        <title>Europe, China, the Tibet : the geopolitical stakes</title>
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        <updated>2008-05-04T16:29:19+02:00</updated>
        <published>2008-05-04T16:29:19+02:00</published>
        <summary>   &amp;nbsp;   (Défilé de troupes chinoises devant le palais du Potala de...</summary>
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           &lt;p class=&quot;summary&quot;&gt;&lt;img width=&quot;408&quot; src=&quot;http://www.dinosoria.com/tragedie/tibet_010.jpg&quot; height=&quot;288&quot; style=&quot;width: 408px; height: 288px&quot; /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;summary&quot;&gt;(Défilé de troupes chinoises devant le palais du Potala de Lhassa)&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;summary&quot;&gt;&lt;strong&gt;By Jean-Sylvestre MONGRENIER, associated Fellow at the Thomas More Institute and Fellow at the Institut Français de Géopolitique (Paris VIII Vincennes-Saint-Denis University). Published in partnership with &quot;Fenêtre sur l'Europe&quot;. Available in French only.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;summary&quot;&gt;&lt;strong&gt;On the political level as on the moral and spiritual ones, the Tibetan cause fuels/provokes curious reactions in limited&lt;/strong&gt; parts of the public opinion. One will not insist upon the important business relations with China. Economic interdependence is reciprocal and the threat of a boycott of European goods could provoke, in return, China Bashing campaigns. Therefore, one has to be careful. Besides, it does not distress us to see a sweetish and simpering vision of Buddhism being challenged. More than “no will of violence”, these are the concepts of vacuity, compassion and extinction of passions which are at the heart of this original tradition. Thus, this spiritual practice needs a form of spiritual virility, with the continuation into everyday life; an occupying force could suffer from this “Middle Way”. The accusation of “racism” is more surprising. The millenary history of China is that of the geopolitical expansion of the Han ethnic group, from North to South, then towards West and South-West; the peoples who offer resistance to this movement would then offend/breach antidiscrimination laws? Good Heavens! As for the modernizing argument, it’s just a copy of Maoist logomachies and one could talk of denial of History. Nonetheless, the Tibetan question and the Beijing attitude towards “minority nationalities” remain important geopolitical issues. Europe can’t lose interest/not participate in these questions.&lt;/p&gt; &lt;p class=&quot;summary&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://institut-thomas-more.org/showNews/208&quot;&gt;Lire la suite (Institut Thomas More)...&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; 
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        <title>Tchétchénie: le renseignement occidental soutenait les séparatistes</title>
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        <updated>2008-05-03T19:24:33+02:00</updated>
        <published>2008-05-03T19:24:33+02:00</published>
        <summary>   &amp;nbsp;    MOSCOU, 22 avril - RIA Novosti.  Les services secrets...</summary>
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           &lt;p&gt;&lt;img width=&quot;278&quot; src=&quot;http://img.rian.ru/images/3136/36/31363637.jpg&quot; height=&quot;206&quot; style=&quot;width: 278px; height: 206px&quot; /&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;MOSCOU, 22 avril - RIA Novosti.&lt;/strong&gt; Les services secrets occidentaux ont mis au point dans les années 1990 un plan visant à rendre effective l'indépendance de la Tchétchénie vis-à-vis de la Russie, affirme un documentaire intitulé &quot;Plan Caucase&quot; qui sera diffusé mardi soir sur la chaîne publique russe Pervi Kanal.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://fr.rian.ru/russia/20080422/105603573.html&quot;&gt;Lire la suite...&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; 
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        <title>La géopolitique en Inde</title>
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        <updated>2008-05-03T18:47:09+02:00</updated>
        <published>2008-05-03T18:47:09+02:00</published>
        <summary>     &amp;nbsp;          Bertil HAGGMAN        &amp;nbsp;     Introduction...</summary>
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           &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span xml:lang=&quot;FR&quot; lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;img width=&quot;321&quot; src=&quot;http://www.critiqueauto.com/blog/wp-content/uploads/2007/08/inde.png&quot; height=&quot;213&quot; style=&quot;width: 321px; height: 213px&quot; /&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span xml:lang=&quot;FR&quot; lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;strong&gt;Bertil HAGGMAN&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span xml:lang=&quot;FR&quot; lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;strong&gt;Introduction&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span xml:lang=&quot;FR&quot; lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;strong&gt;Je ne révèle pas une surprise en disant que la géopolitique est bien vivante en Inde. L'importance stratégique de ce sous-continent est en effet très importante. La géopolitique indienne se repère bien entendu dans des champs tels celui des relations internationales et celui des “études indiennes”. Fait intéressant à noter: les travaux du géopolitologue et professeur suédois Rudolf Kjellén a influencé la pensée et les analyses géopolitiques en Inde. Le Prof. M.M. Puri, sans doute le géopolitologue le plus intéressant d'Inde a montré l'importance de l'œuvre de Kjellén dans son discours inaugural lors de l'International Seminar on Afro-Asian Geopolitics en avril 1990: «... il nous apparaît très nécessaire d'examiner attentivement l'œuvre qu'a écrite Rudolf Kjellén dépuis le début des années 1890 jusqu'à sa mort en 1922... Le fait qu'il ait écrit en suédois rend son œuvre quasi inaccessible, non disponible à tous ceux qui ne maîtrisent pas la langue suédoise. Le suédois limite considérablement le lectorat et empêche les universités étrangères de faire connaissance de son œuvre et de l'étudier... Quelques-uns de ses livres ont été traduits en allemand... Il était un écrivain très prolifique... Je veux ici reconnaître formellement la dette intellectuelle que les organisateurs de ce séminaire ont envers la pensée de ce grand politologue suédois, Rudolf Kjellén, qui a véritablement donné substance, signification et ampleur à la science politique pendant la dernière décennie du XIXième siècle. Il était vraiment en avance sur son temps» (1).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span xml:lang=&quot;FR&quot; lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://euro-synergies.hautetfort.com/archive/2008/05/03/la-geopolitique-en-inde.html&quot;&gt;Lire la suite...&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt&quot; class=&quot;MsoNormal&quot;&gt;&lt;span xml:lang=&quot;FR&quot; lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;strong&gt;(Euro-Synergies)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; 
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        <author>
            <name>Rodion RASKOLNIKOV</name>
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        <title>Tibet, le « Grand Jeu », et la CIA</title>
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        <id>tag:rodionraskolnikov.hautetfort.com,2008-04-20:1583394</id>
        <updated>2008-04-20T17:43:23+02:00</updated>
        <published>2008-04-20T17:43:23+02:00</published>
        <summary>    &amp;nbsp;       Etant donné le contexte historique de l'agitation au Tibet,...</summary>
        <content type="html" xml:base="http://rodionraskolnikov.hautetfort.com/">
           &lt;div align=&quot;justify&quot; class=&quot;cBox&quot;&gt; &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;img src=&quot;http://samizdata.net/~pdeh/Free_Tibet.jpg&quot; /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;Etant donné le contexte historique de l'agitation au Tibet, il existe une raison de croire que Beijing a été pris par surprise lors des manifestations récentes pour la simple raison que leur planification a eu lieu en dehors du Tibet et que la direction des manifestants est aussi entre les mains d'organisateurs anti-chinois, qui se trouvent en sécurité et hors de portée, au Népal et en Inde du Nord.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; De même, le financement et le contrôle général de l'agitation sont liés au dirigeant spirituel tibétain, le Dalaï Lama, et par voie de conséquence à la CIA, à cause de la coopération rapprochée du Dalaï Lama avec le renseignement US depuis plus de 50 ans.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Effectivement, compte tenu de l'implication profonde de la CIA avec le Mouvement Free Tibet (Mouvement Liberer le Tibet) et son financement de Radio Free Asia suspicieusement bien informée, il semble peu probable que toute révolte puisse avoir été planifiée ou puisse avoir eu lieu sans que le National Clandestine Service ( Service National Clandestin auparavant connu sous le nom de Directorate of Opérations - Directoire des Opérations), qui se trouve aux quartiers généraux de la CIA à Langley, n'en ait eu au préalable connaissance.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; L'ex haut responsable des services secrets indou et journaliste respecté, B Raman, a fait le 21 mars le commentaire suivant : « sur la base de preuves disponibles, c'est raisonnablement possible d'affirmer avec conviction que le soulèvement initial à Lhasa le 14 mars a été pré-planifié et bien orchestré. »&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Se pourrait-il qu'il y ait une base factuelle suggérant que les principaux bénéficiaires de la mort et de la destruction qui a balayé le Tibet sont à Washington ? L'Histoire suggère que c'est effectivement une possibilité.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; La CIA a mené une campagne d'actions clandestines de grande envergure contre la Chine communiste au Tibet et ce dés 1956. Cela a conduit à un désastreux soulèvement sanglant en 1959, faisant des dizaines de milliers de morts parmi les Tibétains, tandis que le Dalaï Lama et environ 100 000 de ses adeptes ont été obligés de fuir au Népal et en Inde en passant par les passages dangereux de l'Himalaya.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; La CIA a établi un camp militaire secret d'entraînement pour les combattants de la résistance du Dalaï Lama à Camp Hale près de Leadville au Colorado aux US. Les guérilléros tibétains ont été entraînés et équipés par la CIA pour mener des opérations de guérillas et de sabotage contre les Chinois communistes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Les guérilléros entraînés par les US ont mené régulièrement des raids à l'intérieur du Tibet, occasionnellement dirigés par des mercenaires sous contrat avec la CIA, et soutenus par des avions de la CIA. Le programme initial d'entraînement s'est terminé en décembre 1961, bien qu'il semble que le camp du Colorado soit resté ouvert au moins jusqu'en 1966.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; La Force d'Intervention Tibétaine de la CIA crée par Roger E. McCarthy, parallèlement à l'armée tibétaine de guérilléros a continué à mener des opérations sous le nom de code ST CIRCUS, pour harasser les forces d'occupation chinoises pendant 15 ans jusqu'en 1974, puis l'implication approuvée officiellement s'est arrêtée.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; McCarthy, qui a aussi dirigé la Force d'Intervention pour le Tibet lors du pic de ses activités de 1959 jusqu'en 1961, a continué plus tard à mener des opérations identiques au Vietnam et au Laos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A mi chemin des années 60, la CIA avait remplacé sa stratégie de parachutage de combattants de la guérilla et d'agents des services secrets à l'intérieur du Tibet, par celle de la mise sur pied de l'armée de guérilléros, Chusi Gangdrük, comprenant 2000 combattants d'origine ethnique Khamba, regroupés sur des bases comme celle de Mustang au Népal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Cette base n'a seulement été fermée par le gouvernement népalais qu'en 1974, après une formidable pression de Beijing.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Après la guerre Indo-Chinoise de 1962, la CIA a développé une relation rapprochée avec les services de renseignements indous, à la fois pour entraîner et fournir des agents au Tibet.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Kenneth Conboy et James Morrison dans leur livre The CIA's secret War in Tibet » révélent que la CIA et les services de renseignements indous ont coopéré dans l'entraînement et pour équiper des agents tibétains et des troupes de forces spéciales et pour former des unités aériennes spéciales de renseignements telles que l'Aviation Research Center (Centre de Recherche pour l'Aviation) et le Spécial Center (Centre Special).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Cette collaboration a continué pendant une grande partie des années 70 et certains des programmes qu'ils ont soutenus, spécialement celui concernant l'Unité des Forces Spéciales des réfugiés tibétains, qui deviendra une partie importante de la Force Frontalière Spéciale Indoue, est toujours présentement actif.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; C'est la détérioration des relations avec l'Inde, qui a coïncidé avec celle de l'amélioration Inde - Beijing, qui a mis fin à la plupart des opérations conjointes CIA –Inde.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Bien que Washington est rétrogradé en matière de soutien aux guérilléros tibétains depuis 1968, on pense que la fin du soutien officiel pour la résistance s'est produite lors de rencontres à Beijing en février 1972, entre le président Richard Nixon et la direction communiste chinoise.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Victor Marchetti, un ancien officier de la CIA a décrit l'outrage ressenti par de nombreux agents de terrain quand Washington à effectuer finalement le déconnection, ajoutant qu'un certain nombre « se sont même mis, pour se consoler, aux prières tibétaines, qu'ils avaient apprises pendant ces années passées avec le Dalaï Lama ».&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; L'ancien chef de la Force d'Intervention Tibétaine de la CIA de 1958 à 1965, John Kenneth Knaus, a été cité disant : « ce n'était pas une opération « trou noir » de la CIA ». Il a ajouté : « l'initiative venait de …tout le gouvernement US. »&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Dans son livre, « Orphans of the Cold War « (Orphelins de la Guerre Froide), Knaus décrit le sentiment américain d'obligation concernant la cause de l'indépendance du Tibet de la Chine. Il ajoute, significativement, que sa réalisation « justifierait les motifs les plus défendables que nous ayons eu d'essayer de les aider à réaliser ce but pendant plus de 40 ans. Cela soulagerait également certains de la culpabilité d'avoir participer à ces efforts, qui ont coûtés leurs vies à d'autres, mais qui était le fait d'une aventure menée principalement par nous. »&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Malgré le manque de soutien officiel, des rumeurs circulent largement sur l'implication de la CIA, ne serait que par le biais de proxy, lors d'une autre révolte ayant échoué en 1987, l'agitation qui a suivi, et, conséquence, la répression chinoise qui a continué jusqu'à mai 1993.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Le moment choisi pour une autre tentative sérieuse de déstabiliser l'emprise chinoise sur le Tibet, est semble-t-il propice pour la CIA, et Langley gardera certainement toutes les options ouvertes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; La Chine est confrontée à des problèmes significatifs, avec les musulmans Uighur dans la province du Xinjiang, les activités des Falun Gong, parmi de nombreux groupes dissidents, et bien sûr le souci croissant d'assurer la sécurité des jeux olympiques de cet été en août.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; La Chine est vue par Washington comme une menace majeure, à la fois économiquement et militairement, non pas seulement en Asie, mais aussi en Afrique et en Amérique Latine.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; La CIA voit également la Chine comme « n'aidant pas » dans la « guerre contre le terrorisme », offrant peu ou pas de coopération et aucune action positive menée pour stopper le flux d'armes et d'hommes venant des zones musulmanes de l'Ouest de la Chine en soutien aux mouvements islamistes extrémistes en Afghanistan et dans les états d'Asie Centrale.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Pour beaucoup à Washington cela semble l'opportunité idéale pour déstabiliser le gouvernement de Beijing car le Tibet est toujours considéré comme le point faible potentiel de la Chine.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; La CIA s'assurera sans nul doute que ses empreintes ne soient pas trouvées partout sur cette révolte ascendante. Des agents isolés, et des proxy seront utilisés parmi les réfugiés tibétains au Népal et dans les zones frontalières du Nord de l'Inde.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; En fait, la CIA peut s'attendre à un niveau significatif de soutien de la part d'un certain nombre d'organisations de sécurité à la fois en Inde et au Népal, et n'aura aucun problème à fournir au mouvement de la résistance, conseil, argent et par-dessus tout, publicité.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Cependant, aucune arme ne sera autorisée à faire surface, tant que l'agitation ne s'accompagnera pas de signes révélateurs d'une révolte ouverte en devenir de la grande masse ethnique des Tibétains contre les Chinois Han et les Musulmans Hui.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; D'importantes quantités d'armes légères et d'explosifs venant de l'ancien bloc de l'Est ont été introduites clandestinement au Tibet ces 30 dernières années, mais il y a de fortes chances qu'elles restent cachées, en sécurité, jusqu'à ce que le bon moment se présente pour les sortir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Les armes ont été acquises sur les marchés mondiaux, ou de stocks sur lesquels les forces armées US et israéliennes ont mis la main. Elles ont été expurgées et ne présentent aucune trace pouvant les faire remonter jusqu'à la CIA.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Des armes de ce type ont également l'avantage d'être interchangeables avec celles utilisées par les forces armées chinoises et bien sûr elles utilisent les mêmes munitions, diminuant le problème de réapprovisionnement lors de tout conflit futur.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Bien que le soutien officiel pour la résistance tibétaine se soit terminé il y a 30 ans, la CIA a conservé ouvertes ses lignes de communication, et continuent de financer en grande partie le Tibetan Freedom Mouvement (Mouvement Liberté pour le Tibet).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ainsi donc, la CIA est-elle une nouvelle fois entrain de jouer le « Grand Jeu » au Tibet ?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Elle en a certainement la capacité, avec une présence significative des renseignements et de forces paramilitaires dans la région. D'importantes bases existent en Afghanistan, en Irak, au Pakistan, et dans plusieurs états d'Asie Centrale.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; On ne peut pas douter du fait que la CIA a un intérêt à saper la Chine, de même que la cible plus visible qu'est l'Iran.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Donc probablement que la réponse est oui, et effectivement, ce serait plutôt surprenant si la CIA ne manifestait qu'un intérêt passager pour le Tibet. C'est après tout ce pour quoi elle est payée.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Depuis le 11 septembre 2001, il y a eu une vague énorme de changement dans les attitudes des renseignements US, leurs exigences et leurs capacités. De vieux plans opérationnels ont été dépoussiérés et mis à jour. D'anciens atouts ont été réactivés. Le Tibet et une faiblesse repérée dans la position de Beijing là bas ont probablement été complètement réévalués.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Pour Washington et la CIA, cela peut apparaître comme une opportunité divine de créer un moyen de pression contre Beijing, sans gros risque pour les intérêts américains, une simple situation de gagnant- gagnant.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Le gouvernement chinois serait, à l'autre bout, celui sujet à une condamnation mondiale pour sa répression continuelle et sa violation des droits de l'homme et ce serait les jeunes tibétains qui mourraient dans les rues de Lhassa plutôt qu'encore plus de gamins américains en uniforme.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Cependant, les conséquences de toute révolte ouverte contre Beijing, sont une nouvelle fois la crainte que des arrestations, tortures et même des éxécutions se propagent à la fois dans tous les coins du Tibet et des provinces voisines où existent d'importantes populations tibétaines, comme le Gansu, Quinghai et le Sichuan.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Et le Mouvement Libérer le Tibet a toujours peu de possibilité, à long terme, de réussir à obtenir une amélioration significative de la part du pouvoir politique central chinois, et absolument aucune chance de faire cesser son contrôle sur Lhasa et son pays.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Une nouvelle fois, il apparaîtra que le peuple tibétain va se retrouver pris au piège entre l'oppresseur Beijing, et un Washington manipulateur.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; La crainte que les US, la Grande Bretagne, et d'autres pays occidentaux puissent essayer de montrer le Tibet comme un autre Kosovo, peut en partie expliquer la raison pour laquelle les autorités chinoises ont réagi comme si elles étaient confrontées à de véritables révoltes de masse plutôt que leur description officielle d'un court soulèvement du à des mécontents soutenant le Dalaï Lama.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; En effet, Beijing a pris tellement au sérieux la situation qu'une unité spéciale de coordination sécuritaire , le 110 Command Center (Centre 110 de Commande) a été installé à Lhassa, avec comme objectif principal de supprimer les troubles et restaurer complètement l'autorité du gouvernement central.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ce Centre semble être sous le contrôle direct de Zhang Qingli, le premier secrétaire du Parti du Tibet, et un loyaliste du Président Hu Jintao. Zhang est aussi l'ancien vice secrétaire du parti Xinjiang, avec une expérience considérable en matière d'opérations de contre terrorisme dans la région.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Les autres qui occupent des positions importantes à Lhasa sont Zhang Xinfeng, secrétaire d'état au Ministère de la Securité Publique Centrale, et Zhen Yi, vice commandant des quartiers généraux de la Police Armée du Peuple à Beijing.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Le sérieux avec lequel Beijing traite l'actuelle agitation se retrouve de plus avec le déploiement d'un grand nombre d'unités de l'armée de la Région militaire de Chengdu, dont les brigades de la 149 ème Division d'Infanterie Mécanisée, qui agissent comme force d'intervention rapide de la région.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Selon un article de United Press International, des unités d'élite terrestres de l'Armée de Libération du Peuple ont été impliquées à Lhasa, et les nouveaux véhicules blindés de transports de troupes T-90, et d'autres véhicules blindés y ont été déployés. Selon l'article, la Chine a nié la participation de l'armée à la répression, disant qu'elle avait été menée par des unités de la police armée. « Cependant, de tels équipements tels que mentionnés ci-dessus, n'ont jamais été déployés par la police armée chinoise ».&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Le soutien aérien est fourni par le 2ème régiment de l'armée de l'air, basé à Fenghuangshan, Chengdu, et la province de Sichuan. Il opère avec un mélange d'hélicoptères et d'avions de transport STOL, d'une base située sur le front près de Lhasa. Le soutien au combat aérien pourrait être rapidement mis à disposition grâce à des bataillons de combattants de l'infanterie d'attaque basés dans la région du Chengdu. Le District Militaire de Xizang forme la garnison du Tibet, qui a deux unités d'infanterie de montagne : la 52 ème brigade basée à Linzhi, et la 53 ème brigade à Yaoxian Shannxi. Elles sont soutenues par la 8ème Division Motorisée d'Infanterie et une brigade d'artillerie à Shawan, Xinjiang.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Le Tibet n'est plus si éloigné ou difficile à réapprovisionner pour l'armée chinoise. La construction de la première ligne de chemin de fer entre 2001 et 2007, a facilité significativement les problèmes de mouvement d'un nombre important de troupes et d'équipement, de Qunghai jusqu'au plateau accidenté tibétain.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; D'autres précautions contre une résurgence des révoltes durables des années précédentes des Tibétains a conduit à une situation d'auto suffisance considérable en matière de logistique et de réparation de véhicules, et à une augmentation du nombre de petits aéroports construits pour permettre à des unités d'intervention rapide d'avoir accès aux zones les plus reculées.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; On pense que le Ministère de la Sécurité chinoise et les services de renseignements ont eu une présence suffocante dans la province, et effectivement la capacité de détecter tout mouvement de protestation sérieux et de supprimer la résistance.&lt;/div&gt; &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;table border=&quot;0&quot; width=&quot;100%&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; id=&quot;t_notes_in&quot; class=&quot;bNotesHead&quot;&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;notes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;table border=&quot;0&quot; width=&quot;100%&quot; cellpadding=&quot;0&quot; cellspacing=&quot;0&quot; id=&quot;t_notes_texte&quot; class=&quot;bNotesBox&quot;&gt; &lt;tbody&gt; &lt;tr&gt; &lt;td valign=&quot;top&quot; class=&quot;bNotesTexte&quot;&gt;&lt;strong&gt;Richard M Bennett, consultant en renseignement et sécurité AFI Research.&lt;br /&gt; Copyright 2008 Richard M Bennett&lt;br /&gt; Publié le 26/03/08 sur www.atimes.com&lt;br /&gt; Traduction Mireille Delamarre pour www.planetenonviolence.org&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Richard M Bennett&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=&quot;http://www.voxnr.com/&quot;&gt;WWW.VOXNR.COM&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; 
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        <author>
            <name>Rodion RASKOLNIKOV</name>
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        <title>Pour un tandem euro-russe sur l’échiquier international</title>
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        <updated>2008-04-20T17:41:30+02:00</updated>
        <published>2008-04-20T17:41:30+02:00</published>
        <summary>    &amp;nbsp;     Intervention de Robert Steuckers lors du colloque « Euro-Rus »...</summary>
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           &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;img width=&quot;329&quot; src=&quot;http://www.france-cei.com/catalog/images/drapeau_imperial_Russie.jpg&quot; height=&quot;290&quot; /&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Intervention de Robert Steuckers lors du colloque « Euro-Rus » de Termonde, 15 mars 2008&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; Mesdames, Mesdemoiselles, Messieurs, chers amis et camarades,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Rassurez-vous, je ne serai pas long et je ne répéterai pas, en d’autres termes, les arguments et les faits qui ont été évoqués par mes prédécesseurs à cette tribune. En guise de préambule, je répondrai toutefois à la question récurrente qui nous est si souvent posée, lorsque nous évoquons la possibilité et la nécessité d’un tandem euro-russe sur l’échiquier international. Cette question récurrente est la suivante : Comment cela se fait-il que vous adoptiez cette position favorable à la Russie, alors que, naguère, cette option a généralement été celle des gauches, tandis que vous passez pour les héritiers de la « révolution conservatrice » ? Cette question, que je n’hésite pas à qualifier d’inepte, reflète la confusion incapacitante qui a été sciemment mise dans la tête des Européens de l’Ouest pendant les quatre décennies de la Guerre Froide. Avant cette parenthèse et avant celle du pouvoir bolchevique à partir de 1917, la Russie était considérée comme le bastion de la ‘réaction’ contre les idées de la révolution française en Europe, c’est-à-dire contre les effets dissolvants de l’idéologie libérale, y compris dans sa version anglo-saxonne, smithienne et manchesterienne. Arthur Moeller van den Bruck, figure de proue de la révolution conservatrice allemande après le Traité de Versailles de 1919, traducteur de Dostoïevski et partisan d’une alliance germano-russe suite aux accords de Rapallo entre Rathenau et Tchitchérine (1922), avait écrit que le bolchevisme, en dépit de ses aspects déplaisants, incarnait la même attitude anti-libérale que la Russie tsariste et traditionnelle, mais sous d’autres oripeaux. Ces oripeaux ont été réduits en lambeaux au fil de sept décennies de communisme, jetés aux orties sans état d’âme, si bien que la Russie est redevenue aujourd’hui un bastion de résistance contre l’idéologie libérale de l’américanosphère.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Pour venir au vif du sujet de cet après-midi, abordons maintenant la question du Sud-Est européen. Jean Parvulesco, au beau milieu de la crise balkanique de 1999, me disait que les régions sud-orientales de l’Asie et de l’Europe étaient vitales pour le développement de ces deux continents. L’Indochine, où les principaux fleuves venus du cœur de l’Asie himalayenne viennent se jeter dans l’Océan Pacifique, et les Balkans, entre le cours inférieur du Danube et l’Egée, sont des territoires tremplins, permettant à la principale puissance centre-européenne, comme hier l’Empire d’Alexandre, l’Empire romain, l’Autriche puis l’Allemagne, de se projeter, militairement ou pacifiquement, vers le Proche-Orient, le Golfe Persique, l’Egypte (et le Nil), la Mer Rouge et l’Océan Indien. Pour Parvulesco, il n’y a pas de développement naturel et harmonieux de l’Europe sans une maîtrise pleine et complète de l’espace balkanique, comme il ne pourrait y avoir d’indépendance asiatique réelle sans une maîtrise pleine et complète des cours inférieurs des fleuves qui jaillissent du flanc oriental de l’Himalaya, pour se jeter dans le Pacifique face à l’archipel indonésien, riche en caoutchouc et en pétrole et anti-chambre de l’Australie. Dans son langage vert et rabelaisien, Parvulesco disait textuellement : « S’ils tiennent le sud-est, ils nous tiennent par les couilles ! ». L’histoire nous l’enseigne : il n’y a pas d’Europe puissante possible si des « raumfremde Mächte », des puissances étrangères à notre espace, occupent ou contrôlent, directement ou indirectement, l’ensemble balkanique.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; L’Empire ottoman a tenu l’Europe en échec aussi longtemps qu’il a tenu les Balkans. Mais l’occupation ottomane a eu au moins un mérite : celui de donner un sens et un objectif à l’Europe combattante. De Jean Sans Peur, Duc de Bourgogne et Comte de Flandre, aux nationalistes balkaniques des guerres de 1912 et 1913, en passant par le Prince Eugène de Savoie-Carignan, l’Europe, à l’exception de la France, a ressenti comme un devoir de croisade et de reconquista la nécessité de bouter l’Ottoman hors de la péninsule balkanique.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; L’Empire ottoman considérait la maîtrise des Balkans comme une étape en vue de conquérir l’Europe entière, à commencer par la « Pomme d’Or », Vienne, que ses armées assiègeront deux fois, en 1529 et en 1683. En vain. Le sursaut, in extremis, a été chaque fois admirable et nous ne sommes pas devenus turcs. L’objectif ottoman était de remonter le Danube, de Belgrade à Budapest et de Budapest à Vienne, puis, sans doute, de Vienne à Linz et au cœur de la Bavière pour faire tomber l’ensemble de l’Europe dans son escarcelle. Aujourd’hui les Etats-Unis installent leur principale base militaire sur le site même de la victoire ottomane de 1389, soit au Kosovo, à partir duquel les Turcs avaient commencé leur conquête de l’Europe.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Les Balkans sont donc un tremplin géostratégique de première importance depuis le Macédonien Alexandre le Grand, depuis les Romains dans leur marche vers l’Anatolie, corps territorial constitutif majeur de l’actuelle Turquie. Dans la perspective actuelle, qui est toujours celle du géopolitologue britannique Halford John Mackinder, théorisée en 1904, la maîtrise des Balkans permet la maîtrise de l’Anatolie, qui permet à son tour de maîtriser le Croissant Fertile et, partant, le Golfe Persique et la Mer Rouge et d’obtenir ainsi une fenêtre de premier ordre sur l’Océan Indien. La maîtrise des Balkans équivaut de ce fait à joindre solidement la « Terre du Milieu » à l’ « Océan du Milieu ». Cette volonté, qui est aussi celle de joindre l’Europe romano-germanique, la Russie néo-byzantine, la Perse et l’Inde, dans un sorte de « chaîne d’Empires » sur le « rimland » méridional de l’Eurasie, a été l’objectif de toutes les « grandes politiques » de l’histoire européenne : de César, qui le théorise avant de succomber sous les coups des Sénateurs romains aux Ides de Mars de 44 av. J. C., de Trajan qui le concrétise près de deux siècles après, de Julien dit l’Apostat qui ira mourir au combat en Mésopotamie, aux Croisades d’Urbain II et Godefroy de Bouillon à l’idée secrète de l’Ordre de la Toison d’Or créé par Philippe le Bon.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A la fin du 19ième siècle, les Européens, dont les Serbes, triomphent enfin de la présence ottomane en Europe orientale. Malheureusement, bien vite, les vainqueurs se déchireront entre eux, créant des animosités inter-européennes qui n’ont cessé de perdurer et qu’exploiteront habilement tous ceux qui voudront contrôler les Balkans, après 1914. Quant aux Turcs, ils essaieront toujours de revenir dans les Balkans, par le biais de l’OTAN, en soutenant les minorités musulmanes de Bulgarie, de Bosnie, d’Albanie et du Kosovo, en créant, comme on l’apprend, des réseaux de lycées turcs en Bosnie. C’était le rêve de Türgüt Özal, qui voulait faire émerger un pôle panturc de l’Adriatique à la Muraille de Chine. C’est le rêve d’Erdogan qui cherche à réaliser les mêmes objectifs mais cette fois par le biais d’un panislamisme dominé par la Turquie. Son discours récent, en février 2008, à Cologne, est très révélateur des intentions d’Ankara. Ne confondons toutefois pas le kémalisme et le pantouranisme. Le Général Mustafa Kemal, que les Turcs surnommeront affectueusement « Atatürk », le « Père de tous les Turcs », se voulait, au départ, sincèrement Européen, dans la mesure où il voulait imposer un mythe hittite à la Turquie défaite et dépecée, qu’il souhaitait par ailleurs désislamiser et désarabiser. Ce mythe hittite faisait explicitement référence à un peuple indo-européen, ayant vécu à la charnière de la proto-histoire et de l’histoire, venu d’Europe, via les Balkans, pour faire face à un environnement non européen en Anatolie et pour pousser sa puissance en direction du ‘dos’ du Croissant Fertile, aux confins septentrionaux de l’actuelle Syrie. De ce mythe, il reste, à Ankara, un impressionnant « Musée hittite », fondé par Atatürk lui-même. Outre ce musée, le mythe hittite de Mustafa Kemal n’a laissé aucune trace dans les projets politiques et géopolitiques de la Turquie contemporaine.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Le pantouranisme exalte une autre orientation géostratégique, si bien qu’on ne peut du tout le confondre avec le kémalisme. Dans le mythe pantouranien, l’Etat turc n’est pas posé comme l’héritier des Hittites qui avancent de l’Egée vers le Croissant Fertile mais l’héritier des hordes seldjoukides venues du fin fond de l’Asie pour s’élancer vers l’Egée, l’Adriatique et le Danube. Le pantouranisme prend forme, au niveau intellectuel, dès le début du 20ième siècle mais atteint son apogée pendant la seconde guerre mondiale, en 1942, quand une large fraction de l’élite politique et militaire turque croit à une victoire prochaine de l’Allemagne hitlérienne en Russie, victoire qui apportera, croit-elle, l’indépendance aux peuples turcophones de l’Asie centrale soviétique. Parmi les jeunes officiers séduits à l’époque par ce pantouranisme ou panturquisme, nous trouvons le futur leader MHP, le Colonel Türkes, dit le « Bazboug », le chef. Les pantouraniens, qui plaçaient leurs espoirs en une victoire allemande, seront jugés en 1945, quand la Turquie, qui avait senti le vent tourner, s’alignait sur les Etats-Unis. Jugement purement formel : quelques semaines après leurs lourdes condamnations, les panturquistes rentrèrent au foyer.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Les mythes hittite et pantouranien ne sont pas des vues de l’esprit, des coquetteries intellectuelles sans grande consistance. Elles reflètent des intentions politiques et stratégiques essentielles, suivies d’effets toujours bien concrets. Ainsi, dans ses multiples ouvrages, essais et articles, Zbigniew Brzezinski, grand stratégiste américain contemporain, auteur du livre programmatique « Le Grand Echiquier », cherche à mâtiner l’idéal pantouranien et un idéal « mongoliste », où il maintient en quelque sorte deux fers au feu : il utilisera le pantouranisme pour séduire les Turcs et détacher le cœur central de l’Asie de l’hégémonie russe, de le balkaniser et de le satelliser pour séparer la Russie de l’Iran et de l’Inde, où pour créer une unité éphémère, ‘gengiskhanide’, toujours remise en question de par sa mobilité incessante et de par les querelles d’héritage, une unité fragile, plutôt une instabilité chronique, qui aurait eu pour fonction de neutraliser les anciens empires de la région, à commencer par le persan ; mais dans cet espace, ce ne sera ni un étatisme ottoman ni un étatisme kémaliste qui devra avoir, in fine, le dessus, mais un « mongolisme », non pas tant animé par la sagesse de Gengis Khan, mais à la façon très négative de Tamerlan, fossoyeur de la Perse si fascinante des 12ième, 13ième et 14ième siècles. L’Asie centrale, faute d’être pleinement satellisable par les Etats-Unis, devra devenir un espace de chaos, un espace « tamerlanisé » ad infinitum, déstructuré faute d’être structuré par une idée impériale solide, visant la durée, la pérennité, à la romaine ou à la persane, à la Witte ou à la Stolypine. C’est une façon de réactualiser les stratégies d’un Richelieu et d’un Vauban, qui avaient cherché tous deux à ‘démembrer’ les frontières de leurs adversaires impériaux ou espagnols ou à plonger ‘les Allemagnes’ dans le chaos, entre une France stabilisée d’une main de fer par le nouvel absolutisme, après la Fronde et la répression des révoltes populaires, et son allié ottoman, bien campé sur le cours du Danube. Dans la perspective actuelle, il s’agit de plonger dans le chaos un vaste espace, correspondant peu ou prou au territoires dominés jadis par Gengis Khan, entre une Union Européenne stable mais ouverte et pénétrée sur le plan commercial et une Chine mise dans l’impossibilité de se trouver des alliés sur la masse continentale eurasienne et prête, dès lors, à accepter à terme une ouverture au commerce américain (projet bien concocté depuis 1848, quand la guerre du Mexique laissait prévoir le statut bi-océanique des Etats-Unis, pierre angulaire de leur puissance planétaire).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A cette imitation, mutatis mutandis, de la stratégie ‘démembrante’ de Richelieu par Brzezinski en Asie centrale correspond la stratégie américaine équivalente dans les Balkans, à l’époque du tandem Clinton/Albright, qui ont créé de toutes pièces les questions bosniaque et kosovare ; cette dernière rebondit aujourd’hui avec la proclamation unilatérale d’indépendance de Thaçi à Pristina. Le Kosovo est la région qui se trouve exactement au milieu de l’ouest de la péninsule balkanique, à l’ouest du massif des Monts Rhodope ; plus exactement de l’ensemble formé par l’Albanie, la Serbie et le Monténégro ; qui tient cette région, comme les Ottomans l’ont tenue, tient l’ensemble de la péninsule et contrôle les routes qui mènent à Belgrade et au Danube, via les vallées de l’Ibar (à Mitrovica) et de la Morava, plus à l’est. Exactement comme la puissance qui tient sous sa coupe la Bosnie tient, à terme, la côte adriatique, qu’elle surplombe, menace l’Italie et domine le cours de la Save qui mène aux frontières de l’Autriche et de la Vénétie. La stratégie américaine a donc réussi à créer, en pariant sur le fondamentalisme musulman et sur certains réseaux mafieux albanais, deux entités politiques hostiles à -et en marge de- leur environnement slave, grec et chrétien-orthodoxe, deux entités à la dévotion des Etats-Unis, de la Turquie et de leurs financiers saoudiens. L’atout stratégique qu’aurait pu constituer des Balkans unis est ainsi perdu pour l’Europe, avec, rappelons-le, la bénédiction d’une intelligentsia médiacratique (et médiocratique…) parisienne, qui, à l’époque de la crise bosniaque, professait un multiculturalisme irréaliste en faveur d’une Bosnie pluri-confessionnelle, posé comme le futur modèle incontournable de l’Europe entière ; en débitant ces discours, cette brochette d’intellos creux camouflait le fait, pourtant patent pour qui sait déchiffrer la ‘novlangue’ des fabriques d’opinion, qu’elle prenait ses ordres, en réalité, de Washington, pour briser, par matraquage médiatique, la solidarité spontanée pour la Serbie qui aurait animée la France.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Dans le Kosovo, la firme Halliburton, où Dick Cheney a de solides intérêts, a construit la plus grande base américaine d’Europe, ce qui confirme bien la volonté américaine de s’y maintenir pendant longtemps. L’objectif est de contrôler les oléoducs et gazoducs qui transitent ou transiteront dans la région ou à proximité, en provenance des rives de la Mer Noire et en direction de l’Adriatique, donc de l’Italie, Etat fondateur de la CEE, pour que gaz et pétrole soient distribués partout dans l’UE. La coopération euro-russe en matière énergétique serait ainsi soumise à une épée de Damoclès permanente. Le Kosovo se trouve légèrement en surplomb par rapport à la vallée de la Morava, entre la ville serbe de Nis et la capitale macédonienne Skopje, à mi-chemin entre Belgrade sur le Danube et Thessalonique sur l’Egée. Les vallées de la Morava (de Skopje à Belgrade) et de l’Axios (de Skopje à Thessalonique) forment donc la voie terrestre la plus courte entre le Danube et l’Egée, donc entre la Méditerranée orientale et l’Europe centrale. Cette zone est donc de la plus haute importance stratégique : une puissance planétaire se doit dès lors de la contrôler pour tenir ses éventuels concurrents en échec. L’enjeu consiste donc à contrôler les oléoducs et les gazoducs et cette ligne Belgrade-Thessalonique, comme le firent les Ottomans dans les siècles passés. Ce n’est pas un hasard s’ils ont évacué cette ligne au tout dernier moment : en 1912 quand ils avaient affaire et aux peuples balkaniques et à l’Italie. Le double contrôle de la ligne des oléoducs et gazoducs et de la ligne Belgrade-Thessalonique : tels sont donc les buts réels. Et c’est justement dans les Balkans, donc en Europe et contre l’Europe, que les Etats-Unis enregistrent aujourd’hui le meilleur succès dans leurs stratégies, avec des alliés musulmans, alors que l’islam combattant est présenté partout ailleurs comme l’ennemi de l’Occident américanisé. Les naïfs, y compris dans certains mouvements identitaires, croient benoîtement, que le Kosovo musulman ne peut en aucun cas être téléguidé par les services américains puisqu’il est tout simplement musulman, donc posé erronément comme allié aux auteurs réels ou présumés des attentats du 11 septembre 2001 à New York. C’est cette fable que croient et ânonnent les canules atlantistes, grand Béotiens en matière d’histoire, laquelle est effacée de leurs têtes, et en géographie, car apparemment aucun d’entre eux n’est capable de déchiffrer une simple carte physique d’école primaire, contrairement à leurs maîtres américains.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ailleurs, les Etats-Unis ne rencontrent pas le même franc succès. Dans cette Asie centrale que Brzezinski voulait satelliser et ‘tamerlaniser’, Russes et Chinois, qui ont clairement perçu le danger, ont mis sur pied le « Groupe de Shanghai », alternative heureuse au chaos artificiel qu’avaient espéré et programmé les experts du Pentagone. Le « Groupe de Shanghai » est aujourd’hui la principale entrave à l’expansion planétaire des projets de Washington. Il rend caduque la volonté de Brzezinski de plonger cet espace, occupé par les ex-républiques soviétiques à majorité musulmane, dans un chaos à la Tamerlan.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Dans le Caucase, la tentative de former une série de sécessions en chaîne n’a pas entièrement réussi, comme dans les Balkans, même si le problème tchétchène est loin d’être résolu, reste un abcès purulent collé au flanc caucasien de l’espace géopolitique russe. Si le Kosovo se trouve au milieu d’une péninsule située entre l’Adriatique et la Mer Noire, la Tchétchénie se trouve, elle, au milieu d’un large isthme, forcément à double littoral, entre la Mer Noire et la Caspienne, où doivent logiquement passer les oléoducs et gazoducs amenant le brut des gisements de Bakou en Azerbaïdjan et des nouveaux champs de pétrole et de gaz du pourtour de la Caspienne. Le sécessionnisme tchétchène, lit-on dans la presse, a été animé, dès son éclosion, par des nationalistes locaux mais aussi par un djihadiste venu de Jordanie. Pourquoi de Jordanie ? Parce que dans ce pays arabe vit depuis un exode de Tchétchènes, fuyant l’avance des armées russes au 19ième siècle, une forte minorité de ceux-ci, dite « circassienne », ayant conquis bon nombre de postes importants dans l’armée et l’administration du royaume hachémite, ancien satellite britannique. Ce djihadiste arabisé n’a fait qu’un retour au pays de ses aïeux, pour aller y pratiquer les habituelles « guerres de base intensité » ou « stratégies lawrenciennes » -notamment celle qui a donné naissance au Royaume de Transjordanie- dans les zones pétrolifères que souhaitent contrôler les « Sept Sœurs », soit les grands consortiums britanniques ou américains des hydocarbures (sur l’apport démographique tchétchène, lire : Yo’av Karny, « De Kaukasus », Uitgeverij Atlas, Amsterdam/Antwerpen, 2003-2005).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; En conclusion, les entités étatiques « indépendantes », que veulent imposer à la communauté internationale les puissances thalassocratiques, financières et pétrolières anglo-saxonnes, en pariant sur tribus dissidentes, mafias locales, sécessionnistes douteux, zélotes religieux, etc., ne sont pas acceptables dans la situation actuelle, surtout qu’elles concourent à installer des abcès de fixation musulmans, des enclaves islamisées, au cœur de territoires européens, avec, qui pis est, une dimension mafieuse et narco-trafiquante, pourtant dûment dénoncée par bon nombre d’institutions internationales. Ces enclaves musulmanes ne peuvent qu’aviver ou conforter le « choc des civilisations », annoncé dès 1993 par Samuel Huntington. Comme le soulignait récemment le Dr. Koenraad Elst dans les colonnes de « ‘t Pallieterke », le Kosovo n’est jamais qu’un instrument des Américains, qui, in fine, contrôlent tout le processus indépendantiste, et des Wahhabites saoudiens, qui visent une reconquista de toutes les terres qui furent, à un moment ou un autre de l’histoire, islamisées. Ni l’une ni l’autre de ces options ne vont dans le sens des intérêts de l’Europe.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; La première étape d’une révolution métapolitique, qui ouvrirait les yeux des Européens afin qu’ils se rendent compte des manipulations médiatiques orchestrées depuis quantité d’officines d’Outre Atlantique (le « soft power »), serait de se doter d’une élite capable de lire des cartes et d’utiliser des atlas historiques (comme ceux de l’Ecossais Colin McEvedy). Cette lecture de carte, permettant de saisir d’un simple coup d’œil, les dynamiques de l’histoire, toujours récurrentes, a été l’un des objectifs de « Synergies Européennes ». J’invite tout un chacun à poursuivre ce travail, pour donner vigueur à toutes nos initiatives européistes et identitaires.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Robert Steuckers&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.voxnr.com/&quot;&gt;&lt;strong&gt;WWW.VOXNR.COM&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; 
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            <name>Rodion RASKOLNIKOV</name>
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        <title>Anéantir notre Défense nationale et notre démocratie républicaine</title>
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        <updated>2008-04-20T17:38:42+02:00</updated>
        <published>2008-04-20T17:38:42+02:00</published>
        <summary>  &amp;nbsp;    Fait sans précédent dans l'histoire de toutes les Républiques,...</summary>
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           &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;img width=&quot;319&quot; src=&quot;http://netx.u-paris10.fr/mediadix/du/dusite2005/Collet/Images/1870mei.jpg&quot; height=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Fait sans précédent dans l'histoire de toutes les Républiques, les six fédérations syndicales représentant le personnel civil de la Défense viennent d'adresser une lettre-ouverte à Nicolas Sarkozy président de la République, chef des Armées.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Dans ce document aux accents historiques, les six syndicats commencent par souligner qu'« un tiers des effectifs de personnels civils serait supprimé avec le triptyque RGPP (révision générale des politiques publiques), Livre Blanc (sur la fonction publique) et loi de programmation militaire ». Ils soulignent que les personnels civils du ministère de la Défense ont « déjà payé un lourd tribut aux restructurations permanentes, avec une réduction des effectifs de 50% en une quinzaine d'années ».&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Puis les personnels de la Défense lancent une solennelle mise en garde à destination de l'ensemble des Français : « Les orientations et les choix qui se dessinent et qui pourraient être annoncés aux personnels et à l'opinion publique le 19 juin, aboutiraient à anéantir les capacités industrielles et de soutien d'une Défense Nationale qui n'en serait plus une ».&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Plus terrible encore, les six syndicats expliquent que « la réforme de la carte militaire va contraindre la France à passer d'une démocratie républicaine possédant des valeurs fortes avec des fonctions régaliennes à un Etat dépendant trop souvent des lobbies industriels dont les secteurs sensibles peuvent passer sous dominance étrangère par le biais de fusions capitalistiques non maîtrisées ».&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; « Nous vous demandons solennellement, Monsieur le président de la République, de ne pas approuver de telles orientations et options destructrices de l'outil de défense de la France, aux conséquences sociales et économiques lourdes pour les salariés et les collectivités territoriales ».&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Cette déclaration publique et solennelle est un fait historique. Pour la première fois dans l'Histoire, les personnels civils de la Défense (soutenus secrètement par un très grand nombre de personnels militaires mais qui sont dépourvus du droit syndical) prennent à témoin l'opinion publique pour expliquer que le président de la République est en train d' « anéantir notre Défense nationale » et notre « démocratie républicaine » pour les remplacer par un « Etat dépendant de lobbies industriels sous dominance étrangère ».&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Si les mots ont un sens, cela signifie que les personnels du ministère de la Défense accusent tout bonnement, entre les lignes, le chef de l'Etat de se rendre coupable de haute trahison au profit d'intérêts étrangers.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Union Populaire Républicaine&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.voxnr.com/&quot;&gt;&lt;strong&gt;WWW.VOXNR.COM&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; 
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        <title>Pourquoi soutenir la Russie et non l’Amérique ?</title>
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        <updated>2008-04-20T17:36:48+02:00</updated>
        <published>2008-04-20T17:36:48+02:00</published>
        <summary>   &amp;nbsp;         Extraits de l’intervention de Kris Roman à la deuxième...</summary>
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           &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;img width=&quot;252&quot; src=&quot;http://www.traducteur-russe.com/media/images/Russie_a1.jpg&quot; height=&quot;343&quot; /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;&lt;strong&gt;Extraits de l’intervention de Kris Roman à la deuxième convention de l’association Euro-Rus (Bruxelles, 15 mars 2008).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Les médias veulent me faire croire que l’axe du mal serait l’axe Paris-Berlin-Moscou ébauché voici cinq ans déjà, avant qu’Angela Merkel et Nicolas Sarkozy n’accèdent au pouvoir dans leurs pays respectifs. Pour moi, l’axe démoniaque c’est l’axe Washington-Bruxelles-Tel Aviv.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Les médias veulent me faire croire que Vladimir Poutine est un chef d’État assoiffé de sang et que Garik Kimovitch Weinstein (alias Kasparov) et ses amis oligarques (Abramovitch, Berezovski, Khodorkovski) représentent la liberté. Je n’en crois pas un mot.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Car on veut me faire croire que je suis un occidental, que je n’ai pas de culture propre, que je suis un nomade, un citoyen du monde, dégustant des hambur-guerres.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Le bouclier anti-missiles déployé autour de la Russie est une réalité qui, de la part de l’administration Bush, traduit une obsession belliciste.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; On peut se demander : « Pourquoi soutenir la Russie et non l’Amérique ? »… Ceux qui ont fait le choix de l’axe atlantique, c’est-à-dire des Etats-Unis, de l’Europe de l’Ouest et d’Israël (l’axe Washington-bruxelles-Tel Aviv) voient dans l’hyperpuissance d’outremer l’unique bouée du salut. Mais nous, nous savons bien qu’il ne subsiste pas grand-chose de cette mythique liberté :&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Aux Etats-Unis, les puissances économiques soutiennent les deux partis du système et contrôlent à chaque fois celui qui l’emporte. Le prix de l’opération est payé par le peuple américain.&lt;br /&gt; - En Europe de l’Ouest, la liberté d’expression a été limitée par des lois iniques et, en matière d’immigration comme d’Histoire, il n’y a plus qu’un seul discours autorisé.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Israël traite ses voisins comme des hors-la-loi, des parias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; En conclusion, l’unité de l’Europe, de notre Europe (s’étendant de Gibraltar à Vladivostok, de Reykjavik à Nicosie) en lutte contre la mondialisation, le turbo-libéralisme capitaliste, notre Europe des patries charnelles, des hommes et des femmes enracinés, conscients de leur héritage pluriséculaire et fiers des valeurs qu’ils portent (travail, famille, solidarité, identité), est notre vœu le plus cher, notre volonté ultime. Nous soutenons la Russie parce qu’elle est européenne, parce que, sans elle, l’unité de notre continent ne serait que partielle…&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Nous ne soutenons pas les vieux « nationalismes » qui n’ont bénéficié qu’aux ennemis de nos peuples, en nous menant sans cesse à la discorde, en nous menant, au cours de deux guerres fratricides, sur le chemin de la faiblesse et de la colonisation.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Dans un système qui semble ne laisser aucune issue, certains se laissent envahir par le désespoir. « A quoi bon ? »&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mais si les « A quoi bon ? » avaient dominé l’Histoire, nous ne serions pas là pour l’étudier et la commenter ! En Histoire, les mots « définitif » et « désespoir » n’ont aucun sens. Sachons, à l’instar de Charles Maurras, nous en souvenir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Paul Valéry disait : « Le vent se lève, il faut tenter de vivre. Et de vaincre ! »&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Que toutes nos bonnes volontés soient un même cri assourdissant, un cri de résistance, de Gibraltar à Vladivostok ! Un appel à une Europe libre, à notre Europe…&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Dans la nuit sans étoiles, nous n’avons conclu aucun pacte avec la peur. Bien au contraire, mes camarades : nous nous sommes fait la promesse de revoir le soleil.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;&lt;strong&gt;Kris Roman&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class=&quot;cTexte&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.voxnr.com/&quot;&gt;&lt;strong&gt;WWW.VOXNR.COM&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; 
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            <name>Chevaucher la Matrice</name>
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        <title>Les concepts stratégiques des Etats-Unis depuis la fin de la guerre froide</title>
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        <published>2008-04-20T14:05:00+02:00</published>
        <summary>    De la position de leader du monde libre à celle de puissance prédatrice...</summary>
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           &lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;De la position de leader du monde libre à celle de puissance prédatrice&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;img src=&quot;http://cercle-bourgogne.hautetfort.com/media/02/00/1767215891.png&quot; id=&quot;media-976414&quot; alt=&quot;2094903623.png&quot; style=&quot;border-width: 0pt; margin: 0.2em 1.4em 0.7em 0pt; float: left&quot; name=&quot;media-976414&quot; /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;[Via&lt;/font&gt; &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://www.arctogaia.com&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;ARCTOGAÏA&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;, Moscou / Traduction:&lt;/font&gt; &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://euro-synergies.hautetfort.com&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Euro-Synergies&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;]&lt;/font&gt; &lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;Si, dans la période de la guerre froide, le fondement de la politique extérieure des Etats-Unis d'Amérique était un fondement unique, en définitive réductible à trois énoncés simples : pratiquer l'«endiguement» (containment) de l'URSS, freiner la diffusion dans le monde de l'idéologie communiste et promotion de la croissance économique dans le monde dit &quot;libre&quot;, c'est-à-dire dans le monde placé sous l'hégémonie américaine; avec la chute du Mur de Berlin, une phase nouvelle s'est ouverte, marquée par une pluralité de conceptions stratégiques possibles. Ces conceptions stratégiques appartiennent en fin de compte à trois filons principaux, que les stratèges américains ont défini comme suit, car ils aiment, en général, utiliser des expressions clefs : l'«internationalisme triomphant», le «néo-isolationnisme» ou «désengagement» et, enfin, le «néo-interventionnisme sélectif».&lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://euro-synergies.hautetfort.com/archive/2008/03/06/concepts-strategiques-americains-depuis-la-guerre-froide.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Lire la suite sur E-S...&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt; 
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        <title>Continuer l'Histoire</title>
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        <updated>2008-04-19T08:05:00+02:00</updated>
        <published>2008-04-19T08:05:00+02:00</published>
        <summary>   Continuer l'Histoire      &amp;nbsp;       &amp;nbsp;      Hubert Védrine...</summary>
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           &lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16pt; font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;Continuer l'Histoire&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16pt; font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 16pt; font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt; font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;Hubert Védrine&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt; font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 14pt; font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;Flammarion : &quot;Champs actuels&quot; n°766&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;Hubert Védrine a été le conseiller &quot;diplomatique&quot; de François Mitterrand&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt; et le ministre des affaires étrangères de Lionel Jospin, &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;qui cohabitait avec Jacques Chirac alors Président de la République.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;Dans ce petit livre, &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;il montre que l'Histoire ne s'est pas terminée avec la chute du Mur de Berlin et l'effondrement du communisme à l'est de l'Europe.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style=&quot;font-family: Tahoma&quot; lang=&quot;FR&quot; xml:lang=&quot;FR&quot;&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;L'Irak et l'Afghanistan montrent aux Américains qu'ils ne sont pas tout puissant, qu'il n'y a pas de légitimité et encore moins d'efficacité à imposer la démocratie de l'extérieur, parce que, comme le disait Octavio Paz : &quot;la démocratie, ce n'est pas du café instantané&quot;.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-fa